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Carnaval 2026 tem previsão de recorde de turistas estrangeiros no Brasil; veja números

Após o recorde de turistas estrangeiros recebidos em 2025, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) agora projeta que o Carnaval de 2026 deve registrar novo recorde no número de visitantes de outros países.

A expectativa é que o país receba 1,42 milhão de turistas estrangeiros durante o período da folia, aumento de 4% em relação ao ano anterior.

O volume deve gerar uma movimentação econômica da ordem de R$ 14,48 bilhões, a maior dos últimos anos, espera a CNC, que está chamando o feriado de festas de ‘o Natal do Turismo’.

Câmbio favorável (para os estrangeiros)

De acordo com a CNC, o setor já se recuperou do abalo da pandemia e hoje está operando com as atividades 13% acima da média dos níveis pré-pandemia (fevereiro de 2020).

“O Carnaval é o ‘Natal do turismo brasileiro’. O aporte de estrangeiros, que injetaram mais de US$ 7 bilhões na nossa economia em 2025, impulsiona toda a cadeia de comércio e serviços”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Pesa a favor do Brasil a diferença no câmbio, uma vez que, apesar da recente valorização do real, a cotação do dólar e do euro ainda dá uma vantagem financeira ao visitante estrangeiro. O dólar está na faixa de R$ 5,20, enquanto o euro em torno de R$ 6,20.

Bares e restaurantes lideram ganhos

De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o momento é propício para a expansão do volume de receitas devido à combinação de demanda aquecida e preços mais controlados.

“Estamos vendo uma dinâmica de preços muito favorável ao consumo. Com a estabilidade no preço das passagens aéreas e a desaceleração nos preços dos transportes rodoviários, o turista ganha um relativo fôlego financeiro para consumir mais em bares, restaurantes e hotelaria, o que sustenta essa projeção de um aumento real de 3,8% no volume financeiro do setor no carnaval em relação a mesma data no ano passado”, explica Bentes.

Entre os segmentos que mais devem lucrar, o destaque é o de bares e restaurantes, com movimentação esperada de R$ 5,77 bilhões. Na sequência, aparecem as empresas de transporte de passageiros (R$ 3,73 bilhões) e os serviços de hospedagem (R$ 1,44 bilhão).

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