O chefe do tráfico do Morro do Glória morreu na manhã desta quarta-feira (4) após trocar tiros com policiais civis durante uma operação em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e por ataques contra forças de segurança. Além da morte do criminoso apontado como um dos líderes do grupo, três suspeitos foram presos.
Segundo a Polícia Civil, o homem reagiu à abordagem e entrou em confronto com os agentes. Ele chegou a ser baleado, mas não resistiu aos ferimentos. A identidade do suspeito não havia sido divulgada até a última atualização.
As investigações indicam que a organização é responsável pela tentativa de execução de um policial militar em 17 de junho de 2025, quando criminosos armados com fuzis e pistolas emboscaram o agente em frente à própria casa. O PM reagiu, conseguiu escapar e forçou a fuga dos atiradores. Horas depois, o carro usado no ataque foi incendiado para eliminar provas.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atua de forma estruturada, com hierarquia definida e divisão de tarefas. A apuração mostra que um dos investigados viabilizou o atentado, fornecendo o veículo, movimentando recursos para custear a ação, repassando informações estratégicas e intermediando contatos entre os integrantes. Ele também teria participação na distribuição de drogas e armas e no transporte de criminosos para áreas dominadas por facções.
Outros suspeitos são apontados como responsáveis por monitorar a movimentação de viaturas, dar suporte à fuga dos atiradores e planejar a destruição de provas, incluindo o incêndio do automóvel usado no atentado.
Além da tentativa de execução do PM, a organização criminosa é investigada por atuação no tráfico de drogas na Costa Verde e por manter conexões com territórios controlados por facções na capital, especialmente no Complexo do Alemão. Também há indícios de envolvimento em crimes como agiotagem.
A operação contou com apoio de equipes da DRE da Baixada Fluminense e de delegacias do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI). As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e mapear a extensão da atuação da quadrilha na região.

