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Cheiro de gasolina e arma sobre o peito: o que a perícia achou na casa de secretário que matou os filhos

Por Redação Juruá em Tempo.12 de fevereiro de 20263 Minutos de Leitura
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A coluna teve acesso, com exclusividade, ao depoimento de testemunhas que entraram no apartamento onde ocorreu a tragédia envolvendo o secretário de Governo do município de Itumbiara, no sul goiano, Thales Naves Alves Machado, e seus dois filhos. Os relatos reforçam a brutalidade do episódio registrado no Condomínio Paraíso, em Goiás.

Moradores que tiveram acesso a uma publicação feita por Thales em rede social, na qual ele dizia que pretendia tirar a vida dos dois filhos e, em seguida, a própria, correram ao imóvel para tentar impedir o pior.

Ao entrarem no apartamento, encontraram Thales deitado sobre a cama, com uma arma de fogo posicionada sobre o peito, e as duas crianças também sobre a cama, feridas.

Cheiro de gasolina e arma sobre o peito: o que a perícia achou na casa de secretário que matou os filhos
O filho mais velho, de 12 anos, não resistiu. O filho mais novo está internado em estado gravíssimo. Foto: Reprodução/ Redes Sociais.

As testemunhas afirmaram que cada uma delas passou a prestar socorro imediato a uma das crianças. M.A.M., de 12 anos, e B.A.M., de 8, apresentavam ferimentos aparentemente causados por disparos de arma de fogo na região da têmpora e na lateral da cabeça. Ambos foram levados com vida ao Hospital Municipal.

Ainda conforme os relatos, um forte cheiro de gasolina era sentido dentro da residência. No local, foram encontrados dois galões vazios, com capacidade aproximada de cinco litros cada, indicando que o combustível havia sido espalhado no ambiente.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram ao endereço pouco depois e constataram a morte de Thales Machado. A área foi isolada até a chegada da Perícia Técnico-Científica, que realizou os levantamentos no interior do imóvel.
A arma utilizada no crime foi uma pistola Glock G25, calibre .380, recolhida para análise. Após os procedimentos, o corpo de Thales foi removido e o apartamento permaneceu sob custódia da segurança do condomínio, com apoio policial.

Horas depois, a polícia foi informada de que M., de 12 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Municipal Modesto de Carvalho. B., de 8 anos, chegou a ser transferido em estado grave para o Hospital Estadual São Marcos, mas também não sobreviveu.

“O limite do improvável”
Em um texto publicado por Thales antes do crime, ele afirmou estar passando por dificuldades no casamento, pediu desculpas à família e aos amigos e disse que agiu em um momento que considerou “o limite do improvável”.

No mesmo conteúdo, mencionou respeito ao sogro, declarou ter buscado manter harmonia e pediu perdão a todos.
Na noite anterior ao ataque, Thales também havia feito uma postagem com declarações de amor aos filhos. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu.

A Polícia Civil de Goiás abriu inquérito para apurar as circunstâncias do caso.

Por: Metrópoles.
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