Início / Versão completa
Brasil

Cientista brasileira desafia a medicina e faz seis tetraplégicos voltarem a andar

Por Isto É. 20/02/2026 11:23
Publicidade

Uma descoberta liderada pela cientista Tatiana Coelho de Sampaio, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está trazendo novas perspectivas para o tratamento de lesões medulares — condições historicamente consideradas irreversíveis.

Publicidade

Após mais de 25 anos de pesquisa conduzida de forma silenciosa, o trabalho ganhou repercussão nacional recentemente ao revelar resultados promissores na recuperação de movimentos em pacientes com paraplegia e tetraplegia.

https://youtu.be/rnww_mIRSBg

O que é a polilaminina

A inovação desenvolvida pela equipe foi a polilaminina, uma molécula capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados.

Publicidade

O projeto começou em 1998, no Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ, onde os pesquisadores produziram, em laboratório, uma versão modificada da laminina — proteína natural essencial para a comunicação entre células nervosas.

Produzida a partir de laminina derivada da placenta humana, a polilaminina atua orientando o crescimento das fibras nervosas e favorecendo a formação de novos circuitos neurais.

Resultados promissores

Em testes iniciais com oito voluntários, entre paraplégicos e tetraplégicos, seis recuperaram movimentos.

Um dos casos mais emblemáticos foi o de um paciente paralisado do ombro para baixo que voltou a caminhar de forma independente.

Avanço para estudos clínicos

Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do tratamento. Nesta etapa, voluntários recebem a proteína diretamente na área lesionada, com o objetivo de estimular a regeneração neural.

A trajetória da pesquisadora

Chefe do Laboratório de Biologia da Matiz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Tatiana Sampaio é professora da universidade desde 1995. Natural do Rio de Janeiro, realizou pós-doutorado na Universidade de Illinois (EUA) e também na Alemanha.

Além do impacto científico e humanitário, a inovação gerou, em 2023, cerca de R$ 3 milhões em royalties, o maior valor já registrado pela UFRJ. A trajetória, contudo, enfrentou obstáculos: cortes de verbas contribuíram para a perda da patente internacional da substância.

Ciência, investimento e futuro

Mais do que um avanço biomédico, a polilaminina simboliza o potencial transformador da ciência brasileira, e reforça que o futuro da inovação depende diretamente das escolhas e investimentos feitos hoje.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.