A direção do Vasco mira alto na busca por um substituto de Fernando Diniz. Pedrinho e companhia sonham com Artur Jorge, do Al-Rayyan (Catar), ou Marcelo Gallardo, que vai se despedir do River Plate (Argentina) na próxima quinta-feira. Ao mesmo tempo, há conversas iniciais em andamento com Renato Gaúcho.
Os salários dos treinadores desejados pelo Vasco são maiores do que o valor recebido por Fernando Diniz, mas a diretoria entende que precisa contratar um nome de impacto para comandar a equipe.
Além do planejamento tático, a principal característica buscada pelo Vasco no novo comandante é alguém de personalidade forte, que controle o vestiário e seja bom gestor de atletas. A intenção é dar um “choque” para isolar o elenco da pressão externa e dos recentes resultados ruins.
A direção procurou diversos nomes na última segunda-feira — entre eles Renato Gaúcho. Artur Jorge e Gallardo são os que tiveram aprovação unânime da cúpula vascaína.
O caso do português é mais complicado do que o do argentino: empregado, o ídolo do Botafogo tem multa rescisória de cerca de R$ 30 milhões com o Al-Rayyan, além de receber salário acima de R$ 5 milhões no clube asiático. O português sabe que não receberia esse valor em nenhum clube brasileiro em um eventual retorno ao país, onde comandou o Botafogo em 2024. Por isso, o acerto com Artur Jorge é considerado improvável.
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A situação de Gallardo tampouco é simples. Na segunda-feira, o argentino anunciou que a partida contra o Banfield, na próxima quinta, será a sua última no comando do River. Ídolo do clube, Gallardo não conseguiu sucesso nesta segunda passagem no comando da equipe. Contratado em agosto de 2024, ele não conquistou títulos e fracassou na busca pela vaga na Libertadores deste ano. A diretoria do Vasco não sabe se o treinador vai querer emendar outro trabalho logo após deixar o River.
O português e o argentino agradam por terem experiências em torneios internacionais e de mata-mata no comando de grandes equipes no continente. Internamente, os dirigentes estudam a viabilidade financeira para tentar formalizar propostas oficiais a Artur Jorge ou Gallardo — o que, até agora, ainda não ocorreu com nenhum profissional.
Não há outros profissionais que despontem com força no momento. Martín Demichelis, por exemplo, apareceu em uma lista de nomes considerados “fora da caixinha”. Leonardo Jardim e Carlos Carvalhal foram citados, mas descartados por estarem fora do alcance. Eles não querem trabalhar no Brasil neste momento.
Um dos primeiros nomes que a diretoria do Vasco sondou no mercado foi o de Renato Gaúcho. A direção entrou em contato para saber a pretensão salarial do treinador. O Vasco não o diminui em relação aos outros citados e o enxerga como uma opção viável, já que ele deu sinal positivo à sondagem inicial, mora no Rio de Janeiro e está desempregado desde o ano passado.

