Parentes de Roberta Maia, 29 anos, cobram respostas sobre a morte da jovem, registrada no dia 1º de janeiro deste ano, na Comunidade do Deracre, região rural de Cruzeiro do Sul (AC). Eles pedem que as investigações avancem e que as informações sejam apresentadas de forma clara.
Roberta foi localizada sem vida dentro da casa do namorado. Conforme o registro inicial, ela estava com o pescoço preso aos punhos de uma rede. A Polícia Civil conduz o inquérito para esclarecer o que aconteceu.
Quase dois meses depois do caso, a família afirma que ainda espera a divulgação do exame do Instituto Médico Legal (IML), que deve apontar oficialmente a causa da morte. Embora a ocorrência tenha sido registrada como possível asfixia por enforcamento, os familiares dizem ter dúvidas sobre essa conclusão e defendem que todas as hipóteses sejam analisadas.
Segundo relato da irmã da jovem, no início da noite do dia 1º, a mãe do namorado teria entrado em contato com uma tia de Roberta informando que ela estaria alterada após uma discussão e solicitando que os pais fossem buscá-la. Os pais, que estavam na igreja, foram avisados e seguiram até o endereço.
De acordo com a família, ao chegarem ao imóvel, o namorado e a mãe dele não estavam no local. Apenas uma tia teria entregue a chave da residência. Os parentes afirmam ainda que foram informados de que Roberta estava dentro da casa desde as 16h, mas o aviso à família só teria ocorrido por volta das 19h.
Ao entrar na casa, os pais encontraram a jovem já sem sinais vitais, presa à rede. O pai retirou o corpo antes da chegada da polícia, que foi acionada logo depois. Conforme os familiares, o namorado e a mãe dele não compareceram ao local naquele momento.
Os parentes também relatam que observaram marcas no pescoço da jovem que, na visão deles, não condizem com suicídio, citando arranhões acima da área indicada como ponto de compressão. Eles pedem que a versão apresentada pelo namorado, de que houve uma briga e que ele teria ferido a mão, procurando atendimento médico, seja verificada oficialmente.
Outro ponto questionado é que, segundo a família, o namorado teria impedido a entrada de outras pessoas na residência antes da chegada dos pais de Roberta. Os familiares querem esclarecimentos sobre por que a polícia não foi chamada imediatamente e por que a comunicação com eles demorou.
A Polícia Civil informou que as apurações seguem em andamento e que o laudo pericial é peça-chave para definir as circunstâncias da morte. Até o encerramento do inquérito, não há conclusão oficial sobre o caso.

