Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o Brasil não vive uma “democracia plena”, criticou o presidente Lula (PT) e chamou o presidente da França, Emmanuel Macron, de “incompetente” em entrevista a uma emissora francesa na noite de segunda-feira, 9.
O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) disse que seu pai foi “preso por seus próprios inimigos” em referência aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que, indicados por mandatários do PT, condenaram o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão por uma tentativa de golpe de Estado.
Flávio mencionou as fraudes do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) como exemplo da corrupção do governo Lula e disse que o “próprio filho do presidente” é acusado de desviar dinheiro, em referência a Fábio Luís da Silva, o “Lulinha”, citado na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga os desvios bilionários nos fundos de aposentados e pensionistas.
Flávio diz que Macron faz governo de ‘extrema incompetência’
O presidenciável ainda afirmou que tanto Brasil quanto França deveriam “eleger novos presidentes” e Marcon tem “feito mal” ao país europeu. Aliado de Lula, o presidente francês está em seu segundo mandato e não poderá concorrer à reeleição em 2027, data do próximo pleito local.
A entrevista foi concedida por Flávio ao CNews, canal de notícias por assinatura fundado em 1999 que ganhou popularidade na França desde que se tornou uma espécie de “vitrine” para discursos e lideranças conservadoras.
O político Éric Zemmour, fundador do partido “Reconquête” (reconquista, em tradução livre), conhecido por forte agenda anti-imigração, ganhou projeção como comentarista da emissora. Ele teve 7,07% dos votos nas eleições presidenciais de 2022, em que Macron foi reeleito.

