O Governo do Acre promoveu nesta segunda-feira, 02, em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, Fieac, Federacre e Sebrae, a Reunião de Planejamento para Ações de Fortalecimento do Comércio Exterior e Integração Internacional do Acre. Realizado no Hotel Nobile, o encontro reuniu representantes do setor produtivo, comércio e órgãos públicos para traçar uma agenda estratégica de exportações e integração internacional para 2026.
O objetivo do encontro foi reforçar o papel do Acre como protagonista regional nas relações comerciais e institucionais com países vizinhos, estimulando a exportação de produtos locais.
Foto: Sérgio Vale
O presidente da Fieac e deputado federal, José Adriano (Progressistas), abriu o evento destacando os desafios estruturais e fiscais do estado e a importância da união entre empresários e governo. “Então, isso é o ponto de partida. Todos os anos a gente procura fazer esse nivelamento com todos os setores, com todos os interlocutores do processo de desenvolvimento econômico do Estado, passando pela infraestrutura, os investimentos na nossa BR e aquela bendita obra que a gente não consegue resolver, que é a conclusão do anel velho de Brasileia. Esse tipo de problema é recorrente e precisamos unir forças, mas a gente também tem os incentivos fiscais. Recentemente conseguimos derrubar uma medida unilateral de São Paulo. O governo do Estado recorreu e conseguimos trazer de volta os 7% que têm que ser devolvidos nas aquisições de insumos e matéria-prima feitos em São Paulo. Todos esses temas precisam ser tratados de forma clara, sem dúvidas ou posicionamentos divergentes. É pra isso que estamos aqui. Acho que é um momento estratégico porque o ano é muito curto, tudo está passando rápido, e precisamos estar unidos nessas propostas para avançar”, pontuou.
Foto: Sérgio Vale
Em entrevista ao repórter do ac24horas, David Medeiros, o secretário de indústria e tecnologia do Acre, Assur Mesquita, destacou a importância do evento para a formatação da agenda do Estado em 2026.
“Essa reunião tem importância principalmente porque o Acre vem prosperando muito no comércio exterior. A cada ano estamos batendo recordes de exportações, são mais de 2 bilhões em sete anos, mostrando que esse tema se consolida e o desafio é como melhorar e trazer mais benefícios para a economia. A discussão nesse momento é darmos as mãos e formatar a agenda deste ano”, pontuou Assur Mesquita.
Foto: Sérgio Vale
Para o superintendente do Mapa, Paulo Trindade, a internacionalização e a exportação de produtos industrializados são fundamentais para o crescimento do Acre. “É importante, pois o agronegócio, a industrialização dos nossos produtos e a agregação de valor final são muito importantes para a economia local. O Acre está no extremo do Brasil, distante dos grandes centros. Quando falamos em exportação, aproximamos nossos produtos de consumidores não só da América do Sul, mas também do mundo, incluindo a China. Nossa fronteira e tenho uma excelente notícia: pela primeira vez teremos um auditor da AFA em Assis Brasil. Conversei hoje com um auditor aqui em Rio Branco e, até o final de fevereiro, teremos esse profissional lá para dar mais celeridade aos processos e acompanhar a legislação, garantindo que os alimentos que saem do Acre estejam dentro das normas. Hoje, os principais produtos exportados são castanha, milho e soja, que seguem crescendo. E quando falamos de produtos industrializados, não podemos esquecer a Dom Porquito, que atende o mercado peruano e ainda tem muito espaço para expansão. O objetivo é garantir o crescimento econômico do nosso estado”, pontuou.
Foto: Sérgio Vale
O diretor do Sebrae, Cléber Campos, reforçou o papel das micro e pequenas empresas no processo de exportação. “A reunião vai servir para planejarmos, observando o cenário de internacionalização e exportação do nosso estado. O Sebrae é membro ativo da Câmara de Comércio Exterior, e a proposta é integrar esforços, recursos e ter um planejamento bem estruturado e factível de execução. Isso ajuda as micro e pequenas empresas, que já exportam para Bolívia e Peru, e agora podem se fortalecer ainda mais. Antes trabalhávamos com exportações entre 45 e 50 milhões de dólares; hoje estamos perto de 90 milhões. A ideia é preparar as empresas e criar um ambiente favorável para facilitar ainda mais esse processo”, finalizou.

