O influenciador brasileiro Junior Pena foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) no dia 31 de janeiro. Com mais de 480 mil seguidores no Instagram, Pena ficou conhecido por divulgar conteúdos sobre imigração para os EUA, onde reside desde 2009.
Atualmente, o influenciador está detido no Centro de Detenção Delaney Hall, em Newark, Nova Jersey. De acordo com o policial Maycon MacDowel, amigo pessoal de Junior, a prisão ocorreu devido a um problema administrativo relacionado a uma audiência migratória. Apesar da detenção, MacDowel afirmou que Pena “não tem carta de deportação” e que uma advogada já foi contratada para reverter a situação.
“Quando você vem pelo México, pode receber uma carta de deportação ou pedir perdão à corte. O Junior foi aprovado nesse perdão e poderia voltar ao Brasil para continuar o processo de legalização, que é legítimo. O problema foi não comparecer à audiência. Para não ter fofoca: ele não tem carta de deportação nenhuma”, explicou o policial.
Apoio a Trump
Junior Pena ficou conhecido por seu alinhamento ao bolsonarismo e por declarar apoio constante ao presidente dos EUA, Donald Trump. Seus conteúdos nas redes sociais são focados em orientar brasileiros que vivem ou pretendem se mudar para o país.
Em uma gravação divulgada pouco antes de ser preso, o influenciador chegou a minimizar as preocupações com as deportações, afirmando que as medidas adotadas por Trump visam apenas imigrantes em situação irregular envolvidos em crimes. “Fiquem calmos. Não fiquem desesperados achando que estão deportando todo mundo. Tem uma matéria que mostra o ICE pegando [as pessoas], que tem até brasileiro no meio, mas é tudo bandido. Tudo bandido. Não acredite em qualquer influenciador”, declarou Junior na ocasião.
Em dezembro, o influenciador chegou a compartilhou um vídeo crítico ao ICE, classificando o comportamento dos agentes como “ações desumanas”. No vídeo em questão, ele reage a uma cena em que a filha de um agente pergunta ao pai como foi o seu dia de trabalho, ironizando a frieza das operações.

