Os investigados na Operação Regresso tiveram até R$ 5 milhões bloqueados pela Justiça como parte das medidas adotadas contra um grupo suspeito de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ação foi deflagrada na quarta-feira, 11, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (Ficco), com mandados cumpridos no Acre e em Sergipe.
Durante as diligências, foram registrados três flagrantes por posse ilegal de arma de fogo, sendo dois em Rio Branco e um em Cruzeiro do Sul. Também houve apreensão de cinco veículos e R$ 8 em dinheiro em espécie.
Na fase inicial da operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Aracaju (SE), por determinação da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco. A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens e valores com o objetivo de atingir a estrutura financeira do grupo investigado.
Investigação sobre tráfico e lavagem de dinheiro
Segundo as investigações, a organização criminosa atuava de forma estruturada e permanente, movimentando grandes quantidades de entorpecentes e utilizando mecanismos para ocultar patrimônio, incluindo o uso de pessoas interpostas e empresas de fachada.
A apuração identificou pelo menos cinco episódios relacionados ao tráfico de drogas que resultaram na apreensão aproximada de 350 quilos de cocaína em diferentes estados, incluindo Pará, Goiás e Acre.
A investigação também aponta que um dos líderes do grupo, integrante de uma conhecida família acreana, teria papel central na coordenação das atividades, incluindo negociações e logística do transporte dos entorpecentes entre estados.
Os investigados poderão responder judicialmente por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados no andamento das investigações. A Ficco é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Estado do Acre.

