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Isis Valverde reflete sobre carreira e maternidade: ‘ser mãe não é ser perfeita’

Por Redação Juruá em Tempo.11 de fevereiro de 20269 Minutos de Leitura
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Há 20 anos, a novela “Sinhá Moça” (2006), remake de clássico de Benedito Ruy Barbosa, fazia mistério sobre a identidade de uma de suas personagens principais: a Ana do Véu. Por boa parte da trama, a jovem teve seu rosto coberto, criando um mistério que intrigou os espectadores e a imprensa que queriam saber quem era a atriz por trás do pano. Eis que veio a revelação: o rosto era de Isis Valverde, em seu primeiro papel nas telas. Passadas duas décadas, Isis, perto de completar 39 anos, na próxima terça-feira, é um nome consolidado no audiovisual brasileiro, com trabalhos marcantes em novelas como “Avenida Brasil” (2012) e “A força do querer” (2017) e filmes como “Faroeste Caboclo” (2013) e “Angela” (2023). A atriz chega agora às telas com “Quarto do pânico”, refilmagem de thriller homônimo de David Fincher estrelado por Jodie Foster e Kristen Stewart. Após exibição no Festival do Rio 2025, em outubro passado, o longa estreia sexta-feira no catálogo do Telecine no streaming.

— Fizemos testes com algumas atrizes para o filme, mas, quando cheguei no da Isis, fiquei muito impressionada. Ela é de um carisma, de um magnetismo, que o seu olho não consegue desgrudar. Foi o que me fez convidá-la para o papel — conta a diretora Gabriela Amaral Almeida. — Ela é uma atriz com total comprometimento com o processo de criação e que não mede esforços para mergulhar na psique da personagem.

Na trama, Isis interpreta uma mulher traumatizada após uma tragédia pessoal. Ao lado da filha (personagem de Marianna Santos), ela se muda para uma mansão com forte esquema de segurança. Quando um grupo de ladrões (vividos por André Ramiro, Caco Ciocler e Marco Pigossi) invade a casa, mãe e filha buscam refúgio em um quarto do pânico preparado para situações de perigo. O problema é que o local guarda justamente o que é buscado pelos invasores.

— “O quarto do pânico” (2002) foi um filme que marcou muito a minha adolescência. Sempre fui do grupo dos cinéfilos, fui uma criança que assistia a muitos filmes. Minha mãe até achava esquisito — lembra Isis, que não reviu o longa a pedido de Gabriela. — Adoro o David (Fincher) e acho este o filme mais feminino dele, mas me chamou muito a atenção ter uma mulher fazendo esta releitura, sem os enfeites de uma grande produção de Hollywood, do jeito que só o Brasil faz. Falamos que fizemos um thriller tropical.

Isis Valverde e Marianna Santos em cena de 'Quarto do pânico' — Foto: Divulgação / Kelly Fuzaro / Telecine
Isis Valverde e Marianna Santos em cena de ‘Quarto do pânico’ — Foto: Divulgação / Kelly Fuzaro / Telecine

Stalker

Isis revela que se interessou também pela forma como o filme trata de violência urbana e do sentimento de insegurança que contamina muitos. Na vida real, a atriz já sofreu com experiências duras como a perseguição por parte de um stalker que foi obcecado por ela por 20 anos e foi preso em dezembro, após tentativas repetidas de se aproximar de sua casa.

— Ter fãs e pessoas que acompanham seu trabalho é um presente. Ninguém faz um filme para ninguém assistir. Mas tudo tem um limite. Quando o outro passa a linha, é preciso podar. E é importante ter essa linha de apoio para te proteger — reforça.

A atriz destaca que está numa fase na carreira em que busca desafios.

— Eu fiz “Maria e o cangaço” (2025), em que interpretei Maria Bonita. Acho que foi uma ousadia ir atrás e encabeçar este projeto com o Sérgio (Machado, diretor). E o mesmo com “Quarto do pânico”, um filme com uma potência gigante, mas mínimo. Passado dentro de uma casa, com um grupo pequeno de pessoas — diz a atriz, que se diverte: — Acho que incorporei Dora, a aventureira. Estou num momento de arriscar. Às vezes você fica ali num lugar de conforto, fazendo o que já conhece, não julgo, mas agora eu quero desbravar.

E foi tentando desbravar que Isis fez sua estreia no cinema internacional em 2025, com “Código Alarum”, longa de ação estrelado por Scott Eastwood e Sylvester Stallone. O projeto acabou rendendo à brasileira uma indicação ao Framboesa de Ouro de pior atriz coadjuvante. Bem-humorada, ela se diverte com a nomeação.

— No início eu nem sabia do que se tratava, não conhecia o prêmio. Fui pesquisar e vi que a Natalie Portman e o Robert De Niro também estão indicados este ano. O (Francis Ford) Coppola ganhou no ano passado, a Cate Blanchett foi indicada. Pensei: cara, estou superbem acompanhada, será que eu deveria estar aqui? — diz Isis. — Para mim, é uma grande diversão estar indicada a esse prêmio-paródia. A gente tem que dar risada. É que não vou estar por lá (Los Angeles), senão passava lá para dar um tchau, pegava o Framboesa e saía correndo, igual à Sandra Bullock, que recebeu o prêmio e no dia seguinte conquistou o Oscar.

Isis Valverde em 'Código Alarum' — Foto: Divulgação
Isis Valverde em ‘Código Alarum’ — Foto: Divulgação

Aiuruoca, EUA, México

Apesar da nomeação, a atriz conta que segue interessada em experiências no cinema internacional.

— Vejo tudo como uma só carreira. Eu tenho um time lá fora, que eu bloqueio quando estou com projetos no Brasil. E quero trabalhar não só nos Estados Unidos. Tenho muito desejo de fazer projetos em espanhol. Já fiz alguns testes para trabalhos no México. Tenho muita vontade de expandir meu conhecimento e aprender como atriz.

Mesmo almejando voos além das fronteiras brasileiras, Isis ainda tem um local com que faz questão de nunca perder contato: a pequena Aiuruoca, em Minas Gerais. Após nascer em Belo Horizonte, foi na cidadezinha que ela passou toda infância e pré-adolescência, até retornar à capital aos 15 anos de idade.

— Minha essência é de Aiuruoca e nunca vou perder. Minha mãe ainda mora lá e volto sempre. É como se fosse um quarto do pânico, um útero para mim. É o lugar para onde volto para me energizar, para me refortalecer — diz a atriz. — Ninguém consegue fazer igual o nosso pão de queijo, o nosso biscoito de polvilho. Vou para andar a cavalo, visitar as cachoeiras. Rezo todos os dias para não perder essa essência.

Mãe de Rael, de 7 anos, fruto da relação com o modelo André Resende, Isis, hoje casada com o empresário Marcus Buaiz, defende uma maternidade “sem cartilha”.

— Eu levanto a bandeira da maternidade singular. Cada mãe é uma mãe e você cria o seu filho da forma que achar que deve ser. A mãe tem que ter a liberdade de exercer sua maternidade sem culpa, sem julgamento. A vida já tem tanta cartilha para ser seguida. Ser mãe é algo tão visceral e transformador, não tem que ter cartilha — defende. — Tento dar o meu melhor, por mais que pense que às vezes eu não consiga. A gente se culpa o tempo todo, pensa que não vai dar conta, que não fez o suficiente. A gente tem que colocar na cabeça que ser mãe não é ser perfeita. É ser o que você pode ser, ser seu limite como pessoa. E tenho certeza que faço isso pelo meu filho.

Novos projetos

Após consolidar sua trajetória nas telinhas, Isis vive o momento mais cinematográfico de sua carreira. Além de lançar “Quarto do pânico”, a atriz conta com dois projetos de cinema inéditos: “Corrida dos bichos”, filme de ação dirigido por Fernando Meirelles, Ernesto Solis e Rodrigo Pesavento; e “Tiros no escuro”, escrito e dirigido por Caroline Fioratti.

Ambientado em um Rio de Janeiro distópico, “Corrida dos bichos” terá sua première mundial na programação do South by Southwest (SXSW), evento global de inovação que acontece em março no Texas. Estrelado por Matheus Abreu, Rodrigo Santoro, Anitta, Bruno Gagliasso, Grazi Massafera, Seu Jorge e grande elenco, o longa se passa em um Rio futurístico em ruínas, onde apostadores magnatas controlam pessoas de classes mais baixas numa corrida em busca de um prêmio milionário.

Bruno Gagliasso e Isis Valverde em "Corrida dos bichos" — Foto: Divulgação
Bruno Gagliasso e Isis Valverde em “Corrida dos bichos” — Foto: Divulgação

— Foi a primeira vez que trabalhei com uma história distópica. Faço uma personagem que traz bastante ambiguidade. Foi fantástico trabalhar com Fernando Meirelles, ele é um diretor muito atento, que troca muito com o ator. Sempre quis trabalhar com ele, mas não achei que seria neste momento, achei que teria que dar uma trilhada até encontrá-lo — lembra Isis. — Quando ele me convidou para fazer o filme, eu fiquei olhando para a tela e falei: Fernando, sou muito sua fã.

Já em “Tiros no escuro”, a atriz divide a tela com Fabio Assunção, Caio Manhente, Malu Galli, Sheron Menezes, Emilio de Melo e Caito Mainier. O filme acompanha a história real do crime que aconteceu em um shopping de São Paulo, em 1999, quando um estudante de medicina de 23 anos abriu fogo dentro de uma sala de cinema, atirando em 29 pessoas, o que resultou em três vítimas fatais e múltiplos feridos. O crime ficou conhecido como “massacre no Morumbi Shopping” e ocorreu em meio a uma sessão de “Clube da luta”, de David Fincher (mesmo diretor de “O quarto do pânico”).

Além dos projetos na tela grande, Isis também tem ambiciosos planos para os palcos de teatro. No momento, ela se prepara para produzir e estrelar uma adaptação de “Hilda Furacão”, romance de Roberto Drummond que inspirou popular minissérie da TV Globo lançada em 1998 e estrelada por Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.

— “Hilda” está sendo um desafio gigante, é uma peça de um orçamento muito alto. Queremos fazer uma coisa diferente do que já viram, é mais uma daquelas escolhas para me desafiar — ressalta. — Eu sempre tive o sonho de fazer “Romeu e Julieta”. Era quase uma obsessão. Poderiam me chamar para fazer a Julieta em qualquer lugar que eu iria. Mas com o tempo isso foi passando. Foi quando comecei a pensar na Hilda, que era mineira como eu, nascida em Belo Horizonte, uma mulher à frente do seu tempo. Fiquei interessada em contar um outro lado da história.

‘É coisa de gente grande’

A atriz detalha o projeto:

— Procurei uma amiga que trabalha muito com teatro e perguntei: será que estou louca? Mas ela falou: “isso é genial, vou te colocar em contato com algumas pessoas, você tem que fazer isso acontecer”. Compramos os direitos e começamos a produzir. Eu achava que era muito mais fácil. Você tinha a ideia e ia lá fazer. Mas é coisa de gente grande, muito complexo. Temos que contratar as pessoas, arrecadar o dinheiro para financiamento. Estamos na luta, mas também confiantes, porque a peça está bem bonita.

Isis acredita que sua versão de “Hilda” deve chegar aos palcos em 2027.

Por: O Globo.
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