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Israel prepara defesa para possíveis ataques dos EUA ao Irã

Por Redação Juruá em Tempo.20 de fevereiro de 20268 Minutos de Leitura
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As Forças Armadas dos Estados Unidos estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã já neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano, Donald Trump, tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.

— Já resolvemos oito guerras, e a nona está a caminho. Em guerras, nunca se sabe ao certo o que é mais fácil ou mais difícil de terminar. Agora talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Vocês vão descobrir nos próximos, provavelmente, 10 dias — disse Trump em discurso nesta quinta-feira, sem citar o Irã, antes de mencionar: — Eles (os iranianos) não podem ter uma arma nuclear. Não dá para ter paz no Oriente Médio se eles tiverem uma arma nuclear.

No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos. Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.

— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.

A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.

— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.

De acordo com a Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.

Pressão militar

Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois destróieres com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.

Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.

Os porta-aviões e os navios que os acompanham permitem que os Estados Unidos conduzam um ataque ao Irã sem precisar recorrer a aeronaves americanas estacionadas em Estados árabes do Golfo. Esses governos, temendo retaliação do arsenal de mísseis do Irã, afirmaram que não permitirão que operações ofensivas sejam lançadas a partir de seus territórios. Ao mesmo tempo, o Pentágono está retirando parte do pessoal nas proximidades para evitar possíveis contra-ataques caso os EUA avancem com uma ofensiva, publicou a CBS.

Diante dos amplos sinais de escalada, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu nesta quinta-feira que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã e acrescentou que, “sob nenhuma circunstância, ninguém deve viajar para aquele país”. Ele alertou que a perspectiva de um conflito ativo é “muito real” e afirmou que a ofensiva militar pode eclodir dentro de “algumas, uma dúzia ou várias dezenas de horas”, e que a evacuação “pode deixar de ser uma opção”.

— Por favor, levem isso a sério. Tivemos experiências ruins no passado com pessoas que ignoraram esses alertas. Portanto, quero enfatizar mais uma vez: deixem o Irã imediatamente ou cancelem seus planos de viagem. Se um conflito aberto começar, ninguém poderá garantir uma forma de saída — disse ele em entrevista coletiva.

Mobilização em Israel

Em Israel, autoridades de defesa afirmam que a probabilidade de um ataque americano ao Irã aumentou nas últimas 24 horas. Elas também não descartam um papel ativo do Estado judeu em qualquer ataque americano ao território iraniano, já que os dois países coordenam de perto inteligência, comunicações e defesa aérea. As forças israelenses têm realizado preparativos defensivos — e, caso Israel seja atacado, também ofensivos — para a possibilidade de uma nova guerra eclodir em breve. A elevação do nível de prontidão e alerta pode afetar licenças de soldados e, se necessário, levar a uma ampla convocação de reservistas.

Ao Haaretz, comandantes de alto escalão das Forças Armadas de Israel afirmaram que, nesta fase, não foram dadas instruções para alterar o nível de prontidão da frente interna além do já elevado estado de alerta e preparação mantido nas últimas semanas. A avaliação predominante é que o Irã não iniciará um ataque preventivo contra Israel e preferirá explorar o canal diplomático até o último momento. Os americanos entendem que o Irã tenta ganhar tempo, mas, ao mesmo tempo, não estão dispostos a ceder em suas exigências centrais nas negociações.

Para um presidente que fez campanha prometendo manter os EUA fora de guerras, Trump agora considera o que seria ao menos o sétimo ataque militar americano em outro país desde 2025 — e o segundo contra o Irã. Em junho passado, após atingir três instalações nucleares iranianas, Trump declarou que o programa nuclear do Irã havia sido “obliterado”. Agora, ele avalia enviar novamente suas Forças Armadas para concluir a tarefa. Diferentemente do ataque conjunto EUA-Israel em junho passado, porém, os objetivos de Trump desta vez são menos claros.

Os ataques de junho do último ano marcaram a primeira vez que os EUA lançaram bombardeios em território iraniano, uma operação que durou menos de 30 minutos, segundo o Pentágono. Desta vez, um ataque aéreo americano contra o Irã poderia durar mais, especialmente se Trump tentar infligir danos duradouros — ou fatais — ao regime. A depender da decisão do republicano, os alvos poderiam incluir sistemas de defesa aérea iranianos, depósitos e lançadores de mísseis balísticos, fábricas de drones e bases utilizadas pela Guarda Revolucionária e pela milícia Basij, que desempenharam papéis centrais na repressão letal aos protestos anti-regime no mês passado, que deixou milhares de mortos.

Ataques a instalações nucleares provavelmente incluiriam um bombardeio ao Kūh-e Kolang Gaz Lā, ou “Montanha Picareta”, um complexo subterrâneo escavado na encosta de uma montanha que não foi alvo da guerra aérea de junho, segundo relatos de ex-funcionários e especialistas à NBC. Se Trump tentar derrubar o regime, poderá ordenar uma série de ações encobertas, além de ataques de “decapitação” destinados a eliminar a liderança do país, incluindo a mais alta autoridade, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

— Minha impressão sobre o governo é que eles vão adotar uma política de enfraquecimento máximo do regime e, se a consequência inevitável disso for a mudança de regime, ótimo — afirmou Mark Dubowitz, diretor-executivo da Foundation for Defense of Democracies, um centro de estudos que defende sanções mais duras e outras medidas contra o Irã. (Com AFP, Bloomberg e New York Times)

Por: O Globo.
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