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Lucro do Santander Brasil cresce 6% no 4º tri e soma R$ 4,1 bilhões

Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial, que desconsidera o ágio de aquisições, de R$ 4,086 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 6% ante o registrado em igual período de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre, houve alta de 1,9%.

O retorno sobre o patrimônio líquido do Santander ficou estável em um ano, em 17,6%, de 17,5% no terceiro trimestre. Os ativos totais somaram R$ 1,25 trilhão, queda de 6% em um ano e alta de 0,1% no trimestre.

O patrimônio líquido, por sua vez, aumentou 5,4% e 1,6% em três meses, para R$ 95,65 bilhões.

A margem financeira do Santander Brasil somou R$ 15,332 bilhões no quarto trimestre de 2025, queda de 4% em um ano e de alta de 0,8% na comparação trimestral.

Nas margens com clientes, o resultado foi de R$ 16,818 bilhões, crescimento de 6,6% no comparativo anual e de 1,6% em três meses. O banco atribuiu a alta à melhora na margem de captação, em meio ao aumento da Selic e maiores volumes, além do impacto positivo da margem com crédito, por volume, e de capital de giro.

Inadimplência em alta

A taxa de inadimplência da carteira de crédito do Santander Brasil registrou uma piora nos meses finais de 2025, em meio aos desafios macroeconômicos gerados pela Selic a 15%. O indicador, para atrasos acima de 90 dias, fechou o quarto trimestre em 3,7%, comparado com 3,2% em igual período do ano anterior e 3,4% no terceiro trimestre de 2025.

A inadimplência em pessoas jurídicas subiu para 2,4%, de 1,6% um ano antes, pelo mesmo critério. A deterioração foi puxada principalmente por pequenas e médias empresas, em que o índice avançou 1,4 ponto porcentual no período, para 5,9%. Em grandes empresas, houve uma piora um pouco menor, de 0,2 ponto porcentual, para 0,2%.

Na carteira de crédito de pessoas físicas, os atrasos acima de 90 dias fecharam o trimestre em 4,6%, também acima do observado no mesmo período do ano anterior (4,3%). Segundo o Santander, o aumento concentrou-se na baixa renda, que foi afetada pela manutenção de um cenário econômico mais desafiador.

A inadimplência de curto prazo, entre 15 e 90 dias, ficou em 4,0%, de 3,7% um ano antes e 3,9% no fechamento do trimestre anterior.

A carteira renegociada atingiu R$ 49,4 bilhões. Neste caso, o Santander explica que passou a incluir as renegociações de operações com atraso inferior a 30 dias, o que explica o incremento de 9,4% ante o trimestre anterior. O critério de compilação dessa carteira em função da Resolução 4.966 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que entrou em vigor em janeiro do ano passado. Assim, o indicador não é comparável com anos anteriores.

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