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Países emitem alerta de segurança após morte de ‘El Mencho’

A morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, mais conhecido pelo codinome “El Mencho”, estimulou uma escalada quase imediata de violência, com bloqueios de estradas, além de veículos, lojas e bancos incendiados na região de Jalisco, no México. No domingo, 22, o Ministério da Defesa Nacional do México confirmou, por meio de um comunicado à imprensa, que a morte de El Mencho ocorreu durante um confronto com militares do Exército.

Cártel Jalisco Nueva Generación (Cartel Jalisco Nova Geração – CJNG), além de ter sido liderado por El Mencho, também era considerado uma das organizações criminosas mais violentas do México. Ao confirmar a morte, o Ministério da Defesa Nacional detalhou que a operação contou com apoio da inteligência militar central e com informações complementares fornecidas por autoridades americanas.

Na tentativa de prender o líder do CJNG, houve um confronto entre criminosos e militares em Tapalpa, no estado de Jalisco. Segundo o Exército, três militares ficaram feridos. Do lado do grupo criminoso, quatro integrantes morreram no local e outros três ficaram gravemente feridos, incluindo El Mencho, que acabou morrendo durante o transporte aéreo para receber atendimento na Cidade do México.

Após o ocorrido, imagens foram divulgadas nas redes sociais mostrando passageiros desesperados, correndo de um lado para outro na tentativa de se proteger no Aeroporto Internacional de Guadalajara.

O jornal El Universal informou que funcionários relataram que o aeroporto estava blindado por motivos de segurança. Segundo o depoimento de uma passageira que estava no local, ao aterrissar, a tripulação comunicou que os passageiros não poderiam desembarcar da aeronave. Momentos depois, o Gabinete de Segurança confirmou que os aeroportos de Jalisco operavam normalmente.

Confira:

 

Segundo a AFP, o estado de Jalisco determinou o cancelamento de eventos de grande porte e a suspensão das aulas presenciais na segunda-feira, 23. Em Guadalajara, capital do estado, diversos estabelecimentos, como farmácias, lojas de conveniência e postos de gasolina, fecharam as portas, e as ruas ficaram praticamente vazias.

Em resposta aos acontecimentos, a presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, tentou tranquilizar a população por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter). “Existe coordenação absoluta com os governos de todos os estados; devemos nos manter informados e calmos. Trabalhamos todos os dias pela paz, a segurança, a justiça e o bem-estar do México”, declarou a chefe de Estado.

 

Departamento de Estado dos Estados Unidos orientou que cidadãos americanos que estivessem no México buscassem abrigo. O órgão também alertou para os impactos dos bloqueios nas vias, que resultaram no cancelamento de diversos voos nacionais e internacionais em cidades como Guadalajara e Puerto Vallarta.

O subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que a morte de El Mencho representa “um grande marco para o México, os Estados Unidos, a América Latina e o mundo” e parabenizou as forças de segurança mexicanas, destacando que “os bons são mais do que os maus”.

Reação de outros países

Quem era ‘El Mencho’?

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, tinha 59 anos e era ex-policial. Ele era apontado como o principal líder do Cartel Jalisco Nova Geração, organização criminosa formada em 2009 e batizada em referência ao estado onde fica Guadalajara, a segunda maior cidade do México.

Considerado um dos chefes do tráfico mais procurados do país e também pelos Estados Unidos, havia uma recompensa de US$ 15 milhões (cerca de R$ 78 milhões) por informações sobre seu paradeiro. Em poucos anos, o CJNG expandiu suas operações para diversas regiões do México e do continente, tornando-se um dos grupos mais poderosos do narcotráfico e rival direto do Cartel de Sinaloa, fundado por Joaquín Guzmán, atualmente preso nos EUA.

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