O Palmeiras encerra sua participação na fase de grupos do Campeonato Paulista enviando um recado direto aos seus adversários: o “modo competitivo” foi reativado com sucesso. A vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, em plena Neo Química Arena, representou muito mais do que três pontos. Para o elenco de Abel Ferreira, o triunfo foi um verdadeiro desabafo contra o futebol acanhado que marcou os clássicos do ano anterior.
Em 2025, o time parecia ter perdido parte do seu encanto tático e da agressividade que o consagrou. No entanto, o início de 2026 mostra um Palmeiras maduro, capaz de sofrer quando necessário e golpear no momento exato, garantindo a terceira vitória em três clássicos disputados nesta temporada.
Abel Ferreira conversa com os jogadores do Palmeiras durante o Dérbi — Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Tensão e superação no gramado alvinegro
O confronto em Itaquera foi digno da história do Dérbi. No primeiro tempo, o Alviverde teve dificuldades para acionar Vitor Roque e encontrar espaços na defesa corintiana. O destino do jogo poderia ter sido diferente quando Memphis Depay teve um pênalti a seu favor, mas o holandês escorregou na hora da batida, mantendo o placar zerado.
Na etapa final, a resiliência palmeirense prevaleceu. Com as substituições de Abel, o time ganhou fôlego e passou a controlar melhor as ações, equilibrando a pressão imposta pelos donos da casa.
Flaco López decide e incendeia a rivalidade
O lance crucial veio aos 38 minutos. Após chute de Maurício e rebote do goleiro, Flaco López mostrou faro de artilheiro e empurrou para as redes. A celebração do atacante, que chutou a bandeira de escanteio do rival, causou uma confusão generalizada, mas selou a vitória épica do Palmeiras.
Embora o padrão de jogo ainda esteja em evolução neste início de fevereiro, a mudança de atitude é o que mais empolga o torcedor. O time deixou de ser passivo para voltar a ser o carrasco dos rivais, consolidando-se como o grande favorito ao título estadual.

