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Peru destitui presidente José Jerí: entenda a nova crise política

Nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, o Congresso do Peru aprovou a destituição do presidente interino José Jerí. A decisão ocorreu após um julgamento político acelerado, no qual o agora ex-mandatário foi acusado de má conduta funcional e falta de idoneidade para o cargo. Jerí, que ocupava a presidência desde outubro de 2025 após a renúncia do antecessor, torna-se o sétimo chefe de Estado a deixar o Palácio de Pizarro em apenas dez anos.

Resumo

A queda de José Jerí não é um evento isolado, mas o capítulo mais recente de uma “dança das cadeiras” presidencial iniciada com a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski em 2018. Desde então, o país viu passar por sua sede de governo nomes como Martín Vizcarra, Manuel Merino, Francisco Sagasti, Pedro Castillo e Dina Boluarte, todos enfrentando processos de impeachment, renúncias forçadas ou prisões.

O Mecanismo da Vacância

O sistema político peruano permite que o Congresso remova o presidente com relativa facilidade através do processo de vacância. No caso de Jerí, a falta de uma base parlamentar sólida e as acusações de irregularidades na condução do cargo tornaram sua permanência insustentável. Para os críticos, o uso recorrente deste mecanismo criou uma “ditadura parlamentar”, enquanto para os apoiadores da medida, é a única forma de fiscalizar um Executivo frequentemente manchado por escândalos.

O que esperar para quarta-feira

A eleição do novo presidente do Congresso nesta quarta-feira é crucial. O escolhido não será apenas o líder do Legislativo, mas o governante de fato do Peru até o dia 28 de julho, data que marca a independência do país e, tradicionalmente, a posse de novos ciclos governamentais. A comunidade internacional e os mercados financeiros observam com cautela, temendo que a paralisia administrativa afete o crescimento econômico de um dos maiores produtores de cobre do mundo.

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