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“Preso não envelhece porque não tem boleto”, aponta empresário e gera debate

Por Redação Juruá em Tempo.12 de fevereiro de 20262 Minutos de Leitura
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O empresário e escritor Jorge Lordello abriu um debate nas redes sociais ao comentar, em vídeo, sua visão sobre as condições de vida dentro do sistema prisional brasileiro. Em trechos da gravação, Lordello afirma que detentos “não envelhecem” da mesma forma que pessoas em liberdade, argumentando que, por não ter dívidas, contas ou obrigações cotidianas, o preso teria menos preocupações do que quem vive fora da prisão.

Segundo o comentarista, a rotina no cárcere, com alimentação garantida, visitas e atividades como jogos — faria com que detentos se adaptassem ao ambiente de forma que “dormem com mais facilidade” do que pessoas fora dele, que enfrentam insegurança financeira e pressão por trabalho.

“O preso não tem dívida, o preso não tem boleto, ele não tem que procurar emprego”, afirma Lordello no vídeo. “O preso joga bola, joga carteado, tem visita, ele não tem preocupação… uma pessoa desempregada que tem que pagar conta, ela não consegue dormir”.

Em outro trecho da entrevista ao programa The Noite, com Rodrigo Gentili, Lordello menciona um levantamento do canal no YouTube Nascendo do Crime, onde compara fotografias de detentos quando foram presos com imagens atuais, após anos de encarceramento.

Ele cita o caso de um homem conhecido como “maníaco do parque”, ressaltando a aparência física do indivíduo aos 57 anos, e afirma que “não envelhece”, insinuando que a vida no cárcere teria efeitos visíveis no corpo e na mente de quem cumpre pena de longa duração.

As declarações repercutiram rapidamente nas redes sociais e em grupos de debate sobre justiça criminal, gerando críticas e questionamentos de especialistas. Organizações da sociedade civil e defensores dos direitos humanos destacam que a afirmação simplifica — e distorce — a complexa realidade do sistema prisional brasileiro, onde condições insalubres, superlotação, violência e falta de acesso a serviços de saúde são recorrentes.

Veja vídeo:

Por: redação.
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