O presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu nessa terça-feira (24) que o Irã busca desenvolver mísseis que poderiam alcançar os Estados Unidos, uma tecnologia de armamento de longo alcance que apenas um número limitado de países possui. A acusação surge como justificativa para a nova ação militar no Oriente Médio. Há 23 anos, o então presidente George W. Bush usou a mesma estratégia, quando acusou o Iraque de possuir armas de destruição em massa, resultando na derrubada do regime do ditador Saddam Hussein. As armas, no entanto, nunca foram apresentadas.
Mas Trump insiste: – Os iranianos já desenvolveram mísseis capazes de ameaçar a Europa e nossas bases no exterior, e estão trabalhando para construir mísseis que, em breve, alcançarão os Estados Unidos – declarou Trump em seu discurso sobre o Estado da União.
Em 2025, a Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos indicou que o Irã poderia desenvolver um míssil balístico intercontinental viável do ponto de vista militar até 2035, “se Teerã decidisse buscar essa capacidade”, mas não indicou se o país asiático havia tomado tal decisão.
Washington e Teerã concluíram duas rodadas de negociações destinadas a alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano que substitua o pacto firmado em 2015, que Trump rompeu durante o seu primeiro mandato no cargo.
Durante o seu discurso à nação, Trump também disse que queria resolver a disputa com o Irã “através da diplomacia”, mas advertiu que jamais permitirá que Teerã desenvolva armas nucleares.
– Estamos em negociação com eles, querem chegar a um acordo, mas ainda não ouvimos estas palavras secretas: “Nunca teremos uma arma nuclear” – disse Trump no discurso.
Os Estados Unidos têm reiteradamente instado o Irã a manter o enriquecimento de urânio em zero, mas também têm buscado discutir seu programa de mísseis balísticos e seu apoio a grupos armados no Oriente Médio.

