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VÍDEO: pastor fala sobre desfile a Lula: “Quando tiverem câncer, vão lembrar”

O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus Ministério de Perus, em São Paulo, criticou a escola de samba Acadêmicos de Niterói durante um culto realizado na segunda-feira (16). A agremiação havia homenageado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.

Cardoso disse que não pretendia reagir diretamente à escola, mas afirmou que rezaria pelos envolvidos. “Tripudiaram em cima da nossa fé, não vamos responder. Vamos orar. A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, eles vão lembrar com quem mexeram”, declarou o pastor.

Ele acrescentou que Deus dará resposta a todos que provocaram e imitaram a fé da igreja. “A melhor representação não é no Supremo Tribunal Federal (STF), não é na Justiça, não é no Ministério Público, é lá em cima [diz apontando para o céu], direto no trono. Deus vai responder”, completou, referindo-se ao que chamou de “supremo tribunal celestial”.

O governo federal negou qualquer interferência no desenvolvimento ou na escolha do enredo do desfile realizado no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O enredo percorreu momentos da trajetória política de Lula e episódios recentes da política brasileira:

Impeachment de Dilma Rousseff:

A abertura trouxe referências à posse da ex-presidente e, em seguida, à transição para Michel Temer (MDB). A narrativa reforçou a visão defendida por Lula e pelo PT de que Dilma foi vítima de um golpe.

Críticas a Jair Bolsonaro: O ex-presidente foi retratado de forma satírica em alegorias que o representavam como palhaço — em uma delas com tornozeleira eletrônica danificada, em referência a um episódio ocorrido em 2025.
Oposição ao governo Lula: Uma das alas apresentou os chamados “neoconservadores em conserva”, com fantasias que faziam alusão a setores críticos ao presidente, como representantes do agronegócio, defensores da ditadura militar, integrantes da classe alta e evangélicos.

A caracterização gerou críticas, entre elas da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Gestos políticos na avenida: Apesar de orientação interna para evitar manifestações explícitas, integrantes realizaram o gesto do “L” durante o desfile.

Veja vídeo:

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