A coluna teve acesso a mais detalhes da ação movida pelo Flamengo contra o meia Gerson, atualmente no Cruzeiro, na qual o clube cobra exatos R$ 42.750.000,00, alegando multa contratual pela rescisão antecipada do acordo firmado entre as partes.
Entre os argumentos apresentados pelo Flamengo, além de esmiuçar o que está previsto nos documentos assinados por ambos, o clube cita a frustração de ver a saída de um “ídolo” três meses após assinar um novo contrato até 2030, o histórico de Gerson de não cumprir contratos e, por fim, seu retorno ao Brasil para atuar em um rival do clube carioca.
Os advogados do Flamengo explicam que a multa foi prevista justamente para evitar rompimentos antecipados e compensar os investimentos feitos no atleta, incluindo planejamento financeiro e exploração de sua imagem como ídolo do clube ao longo dos anos.
Gerson assinou seu último contrato com o Rubro-Negro em 15 de abril de 2025, com encerramento previsto para 31 de março de 2030. Nele, consta que, caso o trato fosse rescindido de forma unilateral, a parte responsável pela decisão seria obrigada a pagar o valor total relativo aos direitos de imagem.
Ainda na petição inicial, o Flamengo segue explicando à Justiça que incluiu a multa diante do “histórico de Gerson de não cumprir seus contratos até o término do prazo”. O clube inclui uma lista com ao menos seis ocasiões em que o meia rompeu seu acordo vigente para trocar de clube.
Por fim, mas não menos importante, o Rubro-Negro reclama do fato de Gerson ter retornado ao Brasil para atuar no Cruzeiro, “clube que disputa diretamente as principais competições nacionais e internacionais”.
“Em termos práticos, o clube não apenas deixou de usufruir da imagem de um atleta que simbolizava conquistas recentes e forte identificação com sua torcida, como passou a sofrer um prejuízo adicional e qualitativamente mais grave: a associação pública do atleta a uma instituição concorrente, que se beneficiará esportiva, comercial e simbolicamente de uma imagem que o Flamengo ajudou decisivamente a construir, sem ter colhido o retorno econômico correspondente pelo prazo pactuado e legitimamente esperado”, sintetiza a petição.

