O Acre foi um dos 11 estados brasileiros afetados por um esquema criminoso que usava credenciais falsificadas de advogados para aplicar golpes financeiros. A operação que desarticulou o grupo foi realizada nesta quinta-feira (19), pela Polícia Civil do Distrito Federal, com ações na capital paulista e em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e resultou na prisão de 14 pessoas.
Os criminosos tinham acesso a informações de processos judiciais eletrônicos e, a partir desses dados, obtinham informações pessoais das partes envolvidas. O contato com as vítimas era feito por telefone e WhatsApp, com a promessa de que o pagamento de taxas garantiria mais rapidez na resolução dos casos.
Além do Acre, os golpes foram registrados no Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Roraima. A abrangência nacional do esquema motivou o deslocamento de 70 policiais do Distrito Federal até São Paulo para a execução da operação, descrita pela corporação como a maior já realizada no país para esse tipo de crime.
A investigação identificou três núcleos da organização: o que falsificava as credenciais de advogados, o que executava os golpes diretamente com as vítimas e o responsável pela lavagem do dinheiro. “Nós chegamos ao núcleo de atuação que obtinha as credenciais dos advogados, também chegamos ao núcleo de execução do crime e também chegamos ao núcleo financeiro desse crime, o núcleo de lavagem de dinheiro”, afirmou um representante da polícia.
Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão preventiva. A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas e o sequestro de bens dos investigados. Os suspeitos respondem por estelionato qualificado pelo meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de capitais, com penas que, somadas, podem chegar a 26 anos de reclusão.

