Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Leonardo é confirmado como atração da Expoacre 2026 em Rio Branco
  • Ana Castela é confirmada como atração da Expoacre 2026 em Rio Branco
  • Atleta de fisiculturismo Gabriel Ganley morre em São Paulo aos 22 anos
  • Acreana baleada após recusar relacionamento apela por prótese ocular
  • Mega 30 anos: apostas podem ser feitas até as 22h deste sábado
  • Polícia Civil captura foragido após 28 anos de homicídio no Acre
  • Motociclista fica em estado grave após perder controle de moto
  • Adolescente é baleado após apontar arma para policiais durante perseguição no Belo Jardim, em Rio Branco
  • Quem vai viajar para Copa deve estar alerta para vacina do sarampo
  • Zequinha Lima vai asfaltar ramal do Pentecostes em Cruzeiro do Sul
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
domingo, maio 24
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Últimas Notícias

Bitucas de cigarro são lixo global mais comum, com quase 5 trilhões descartes por ano

Por Redação Juruá em Tempo.18 de março de 20263 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

As bitucas de cigarro são o lixo mais comum do planeta, com cerca de 4,5 trilhões de unidades descartadas por ano, de acordo com um estudo internacional que analisou 130 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024, reunindo dados de 55 países. A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada pelo pesquisador brasileiro Victor Vasques Ribeiro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em colaboração com instituições como Unesp, Inca, Johns Hopkins University e a Universidad San Ignacio de Loyola.

Bitucas por toda a parte

O levantamento aponta que a presença desse resíduo pode ser descrita como onipresente. Em média, foram encontradas 0,24 bituca por metro quadrado, o equivalente a uma a cada quatro metros quadrados, com registros extremos que ultrapassam 38 unidades por metro quadrado, principalmente em regiões costeiras.

Ao todo, o descarte anual corresponde a aproximadamente 766,6 milhões de quilos de resíduos, ou cerca de 550 bitucas por pessoa no mundo a cada ano.

Poluentes

Os pesquisadores destacam que as bitucas não são apenas abundantes, mas também altamente poluentes. Cada unidade contém milhares de substâncias químicas, mais de 7 mil compostos, dos quais pelo menos 150 são considerados tóxicos, que podem contaminar o solo e os corpos dágua.

“Os contaminantes químicos presentes na bituca espalham-se rapidamente, ainda mais quando em contato com a água do mar. Em poucas semanas, esse material tóxico é liberado no meio ambiente, podendo ser letal para várias espécies aquáticas”, diz Victor Vasques Ribeiro.

Além disso, os filtros são feitos de acetato de celulose, um tipo de plástico que dificulta a degradação no ambiente e contribui para a persistência do resíduo. O estudo também mostra que nem mesmo áreas protegidas estão livres desse tipo de poluição, embora apresentem níveis menores de contaminação.

Para os autores, os resultados evidenciam a dimensão global do problema e indicam a necessidade de políticas públicas mais eficazes, incluindo medidas de conscientização, melhoria na gestão de resíduos e maior responsabilização da indústria do tabaco diante dos impactos ambientais causados pelo descarte de bitucas.

Múltiplos culpados

O problema não deve ser atribuído apenas ao comportamento individual dos fumantes. Áreas de grande circulação, como praias, favorecem o descarte inadequado, mas, segundo o pesquisador André Salem Szklo, há um histórico de desinformação promovido pela indústria do tabaco, que por décadas difundiu a ideia de que os filtros eram biodegradáveis. Para ele, a dimensão ambiental do problema está diretamente ligada à existência de um setor que lucra com esse produto.

Ainda assim, os autores reconhecem que a conscientização individual tem papel relevante. O Vasques Ribeiro afirma que, se houvesse maior entendimento sobre o potencial tóxico das bitucas, o descarte inadequado talvez não fosse tão naturalizado.

Como solução, o estudo propõe campanhas educativas, proibição do fumo em determinados espaços públicos, inclusão do tema em acordos internacionais e, principalmente, maior responsabilização da indústria do cigarro.

* Com informações de Agência FAPESP

Por: Isto É.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.