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Bolsonaro apresenta melhora progressiva, mas segue em ala da UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou sinais de melhora progressiva em seu quadro clínico, conforme detalhado pela equipe médica do hospital DF Star nesta quarta-feira, 18. Embora os exames de imagem indiquem uma redução na infecção pulmonar, o paciente permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a lesões inflamatórias residuais e à presença de atelectasia — um colapso de parte dos alvéolos pulmonares.

Segundo os médicos, a infecção bacteriana, decorrente de uma broncoaspiração, está em processo de regressão, mas a recuperação do tecido pulmonar é mais lenta. O tratamento atual foca em uma “fisioterapia plena e intensa” para reverter o comprometimento dos pulmões. “Bolsonaro apresentou boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios”, disse o médico cardiologista Brasil Caiado

De acordo com os profissionais, Bolsonaro tem se mostrado “disciplinado”, embora demonstre receio e apreensão com a gravidade desta internação. “Nós percebemos que ele [Bolsonaro] ficou um pouco temeroso desta vez, apreensivo, ele sentiu o peso desta patologia”, afirmou Caiado.

A equipe médica reiterou que o ex-presidente está no meio do ciclo de antibioticoterapia endovenosa. A transferência para o quarto é considerada uma possibilidade apenas para o final da semana, dependendo da evolução dos sintomas e da segurança clínica.

Prisão domiciliar

Na terça-feira, 17, a defesa do ex-presidente protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão domiciliar humanitária. Questionada sobre a viabilidade da medida, a junta médica afirmou que, tecnicamente, o ambiente residencial com suporte multidisciplinar e equipe de enfermagem 24 horas é superior ao carcerário para a recuperação de qualquer paciente nessas condições.

O pedido de conversão da prisão preventiva, assinado pelos advogados de Bolsonaro, destaca que a estrutura do hospital DF Star e o acompanhamento de especialistas são fundamentais para evitar novos episódios de broncoaspiração e tratar a pneumonia bilateral. Os advogados aguardam a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

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