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Casos de sindrome respiratória disparam no Acre

Por Redação Juruá em Tempo.7 de março de 20262 Minutos de Leitura
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Um novo boletim do sistema InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira, 06, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país, incluindo o Acre. Segundo o levantamento, o estado está entre as unidades da federação que apresentam nível de atividade em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas analisadas.

A análise considera a Semana Epidemiológica 8, referente ao período de 22 a 28 de fevereiro, e indica que, na tendência de longo prazo, observando as últimas seis semanas, houve aumento dos registros de SRAG na maioria dos estados brasileiros. Entre os dez estados com níveis preocupantes estão Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.

No caso do Acre, o crescimento dos casos tem relação principalmente com o vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças de até dois anos. Esse vírus é um dos principais responsáveis por infecções respiratórias graves em bebês e costuma provocar aumento de internações pediátricas.

A capital acreana aparece no levantamento entre as cidades com maior atividade da doença. De acordo com o InfoGripe, Rio Branco está entre as 12 capitais brasileiras que apresentam nível de alerta ou risco para SRAG, juntamente com cidades como Manaus, Belém, Brasília e Fortaleza.

Em todo o Brasil, 14.370 casos de SRAG já foram notificados em 2026. Desse total, 5.029 tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, enquanto 6.193 foram descartados e ao menos 2.073 ainda aguardam resultado laboratorial. Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus lidera os registros, responsável por 45,4% das infecções confirmadas.

O boletim também mostra que a incidência da SRAG é maior entre crianças pequenas, enquanto a maior mortalidade ocorre entre idosos. Entre os óbitos associados à síndrome, o vírus mais frequente continua sendo o Sars-CoV-2, seguido pela influenza A.

Por: AC24horas.
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