A gigante japonesa de entretenimento Sony anunciou nesta sexta-feira um aumento nos preços de seus diferentes modelos de PlayStation 5 (PS5), o segundo em menos de um ano, devido às “pressões persistentes” sobre a economia global.
“Levando em conta as pressões contínuas sobre a economia mundial, decidimos aumentar os preços do PS5, do PS5 Pro e do PlayStation Portal em todo o mundo a partir de 2 de abril”, informou a empresa em comunicado publicado no blog oficial do PlayStation.
Na Europa, os consoles serão vendidos 100 euros mais caros, passando a custar 649,99 euros e 599,99 euros nas versões com e sem leitor de Blu-ray, respectivamente. Já o PS5 Pro, modelo mais potente, terá preço de 899,99 euros.
O PlayStation Portal, acessório com tela própria que permite jogar remotamente por meio de conexão com a internet, terá aumento de 30 euros e passará a custar 249,99 euros.
Nos Estados Unidos, o reajuste ficará entre 100 e 150 dólares, dependendo da versão do console.
“Estamos cientes de que mudanças de preço têm impacto no bolso dos jogadores”, afirmou a empresa japonesa, que classificou o reajuste como “uma medida necessária para continuar oferecendo experiências de jogo inovadoras e de alta qualidade para jogadores em todo o mundo”.
Na Europa, a edição digital do console já havia tido um aumento de 50 euros em abril de 2025. Modelos com e sem leitor também tiveram reajustes no Reino Unido, na Nova Zelândia e na Austrália.
Lançado em 2020 e com mais de 92 milhões de unidades vendidas, o PlayStation 5 é um dos consoles mais populares do mercado.
Ainda assim, as vendas globais recuaram — queda de 16% no volume no trimestre de outubro a dezembro na comparação anual — mesmo após o lançamento do PS5 Pro no fim de novembro de 2024, voltado ao segmento de alto desempenho.
A Sony e outras empresas do setor também enfrentam escassez crescente de chips, o que eleva os custos desses componentes e pressiona as margens.
Em maio, a Microsoft também anunciou aumento global nos preços dos consoles Xbox Series, citando igualmente as “condições de mercado”.

