Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • SUS inicia teleatendimento gratuito para quem tem compulsão por bets
  • Homem é executado a tiros em área de invasão no interior do Acre
  • DNIT intensifica recuperação da BR-364 e anuncia entrega de obras ainda este ano
  • Rodrygo rompe ligamento do joelho e está fora da Copa do Mundo de 2026
  • Em Guayaquil, Botafogo inicia disputa por vaga na fase de grupos da Libertadores
  • Justin Timberlake tenta barrar vazamento de imagens de sua prisão: ‘Assédio público’
  • Belo e Gracyanne respondem na Justiça por processo de apropriação indébita
  • Como a guerra do Irã pode impactar os preços e a economia do Brasil
  • VÍDEO: após batida de carro, mulheres se abraçam e momento viraliza
  • Trump diz que Irã foi ‘praticamente destruído’ e anuncia novos ataques
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
terça-feira, março 3
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Últimas Notícias

Como a guerra do Irã pode impactar os preços e a economia do Brasil

Por Redação Juruá em Tempo.3 de março de 20268 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

O ataque realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã no último fim de semana deixou os mercados agitados na segunda-feira, 2. O principal reflexo ocorreu sobre o petróleo, que terminou o pregão de ontem cotado a US$ 82,37 o barril, com alta de 13%.

Diante do novo quadro na geopolítica mundial, analistas e economistas de diferentes setores correram para reavaliar os riscos envolvidos com o conflito para tentar mensurar eventuais impactos sobre a economia brasileira, tanto do ponto de vista macro quanto microeconômico.

“Ainda temos colchões aqui para ter um impacto mais óbvio no Brasil. Temos hoje uma posição privilegiada. A gente tem uma conta de petróleo que é superavitária, é o nosso principal produto de exportação e o efeito inflacionário, ele não é óbvio”, disse à IstoÉ Dinheiro a consultora econômica Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting.

As maiores preocupações do mercado giram ao redor do petróleo. Isso porque, alterações bruscas na commodity costumam gerar reflexos especialmente sobre a inflação e, consequentemente, sobre o futuro da taxa de juros.

A instabilidade sobre o petróleo pode acabar gerando um efeito cascata sobre outras commodities. Produtos agrícolas como soja, milho, açúcar e proteínas de origem animal podem acompanhar a alta do petróleo, visto que o combustível é matéria-prima para fertilizantes e pode gerar reflexos sobre os preços dos fretes marítimos.

“A magnitude dos efeitos está diretamente ligada à duração do conflito: se o episódio for breve, parte do prêmio de risco pode se dissipar com rapidez; porém, em caso de prolongamento, a elevação persistente do petróleo tende a pressionar a inflação e os juros, atingindo com mais força os ativos dependentes do ciclo econômico”, afirma Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.

Petróleo

As maiores preocupações dos analistas giram ao redor do que vai acontecer com o petróleo. O combustível tem alta correlação com outras commodities e é um dos principais tópicos analisados na mensuração da taxa de inflação no Brasil.

Contudo, alguns analistas acreditam que é preciso esperar mais alguns dias para ter um cenário mais claro do que vai acontecer. Na avaliação do analista da Suno Research, Malek Zein, o ataque realizado até agora não alterou o cenário para a oferta e demanda de petróleo no mundo.

+Petrobras sobe mais de 4% na Bolsa e monitora preços internacionais do petróleo

“O petróleo do Irã já é altamente sancionado. Embora seja sancionado, é fortemente consumido pela China.  A curto prazo você tem incerteza, e a incerteza leva à volatilidade. É isso que a gente tá vendo hoje. O impacto a médio prazo deveria ser praticamente nulo, a não ser que os Estados Unidos ataquem a infraestrutura de petróleo do Irã. Aí sim geraria uma elevação maior, porque você mexeria na curva de oferta e demanda, o que ainda não aconteceu”, disse Zein à IstoÉ Dinheiro.

O analista lembra que, por enquanto, a retaliação do Irã aos ataques ficou restrita a alvos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Os iranianos chegaram a realizar um ataque contra a infraestrutura da Saudi Aramco, na Arábia Saudita, mas sem prejuízos expressivos.

O maior temor do mercado é que o Irã tome medidas mais radicais como o fechamento do estreito Ormuz, por onde passam de 20% a 25% do petróleo do mundo. Na avaliação de Zein, a medida provocaria uma disparada ainda maior dos preços do petróleo, o que poderia gerar uma escalada no conflito, visto que outros países da região seriam altamente impactados.

“O Irã fechando o Estreito de Ormuz por um mês ou mais teria um efeito catastrófico, mas o mercado não está precificando isso ainda”, disse o analista.

+Irã diz que vai incendiar navios que cruzarem Estreito de Ormuz

Já o especialista de Mercado da Stonex, Bruno Cordeiro, alerta que é preciso analisar o cenário pelo lado da exportação e importação do petróleo. Pelo lado da exportação, o especialista aponta que “há uma tendência de aumento na busca pelo óleo bruto produzido no Brasil, principalmente pela China”. Atualmente o país exporta cerca de 2 milhões de barris por dia.

Cordeiro explica que o impacto no preço dos combustível no país deve ser limitado. O Brasil importa entre 5% e 10% da gasolina para o consumo interno. Já para o diesel, esse número chega a 30%. “O repasse dessa alta pode não ser uniforme no país. Regiões com menor capacidade de refino e maior dependência externa, como o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste, correm um risco maior de ver esse encarecimento chegar aos preços para o consumidor final”, ponderou.

Inflação

Sem uma escala mais acentuada do conflito no Irã, os efeitos sobre a inflação no Brasil tendem a ser muito pequenos. Mesmo com a alta imediata no petróleo, a expectativa é que os preços recuem ao longo das próximas semanas caso o conflito se mantenha nos níveis atuais.

Para Zein, a menos que o estreito de Ormuz seja fechado e o petróleo fique em preços elevados por muito mais tempo, a inflação no Brasil não sofrerá impactos. “Tem que ver como é que a coisa se desenrola”, afirma.

Na avaliação de Zeina, é provável que alguns setores no Brasil sejam de alguma forma impactados pelo aumento dos preços de alguns insumos. Contudo, ainda não é possível prever a extensão desses impactos. “Eu não mudaria sensivelmente cenário em função do que a gente hoje tem na mesa”, afirma.

Juros

No curto prazo, o mercado não trabalha com mudanças na expectativa de corte nos juros do Brasil a partir de março. “Para o Copom, acreditamos que nada muda a princípio, e continuamos esperando o início do ciclo de cortes para a reunião de março. Porém, a incerteza causada pelo conflito pode levar o Copom a encerrar o ciclo de cortes antes da hora, mas isso dependerá da duração e tamanho do conflito”, afirma André Valério, economista sênior do Inter.

A opinião é compartilhada por Zeina. Para a consultora, se o Brasil estivesse em na fase final de um ciclo de corte de juros, a postura do Banco Central seria de uma maior cautela, o que não é o caso atual. “Fazendo um pouco o paralelo com a situação do Fed: quando você está em final de ciclo, com a taxa de juros já mais próxima do que a gente chama de taxa neutra, aí, claro que essa sintonia fina, ela é mais vulnerável a choques. Mas não é o nosso caso”, diz.

Sobre o futuro do juros no Brasil, a economista diz que outras variáveis precisam ser inseridas no modelos, que vão além da guerra no Irã. Para estimar o que acontecerá com a Selic mais adiante ela lembra que é preciso levar em consideração o desempenho do PIB, o quadro fiscal e as eleições.

“Hoje não vejo como um fator que poderia fazer o Banco Central mudar os seus planos de corte de juros já na próxima reunião. Não vejo motivo para ter uma postura preventiva com juros tão elevados”, diz Zeina.

Carne de frango

Ainda que o Irã isoladamente não represente um grande destino para a carne de frango do Brasil, o Oriente Médio como um todo é responsável por mais de 30% das exportações brasileiras. Só em 2025 foram embarcadas cerca de 1,6 milhão de toneladas para os países que fazem parte do bloco.

A maior parte dessa carne acessa a região exatamente pelo Estreito de Ormuz. Com exceção da Arábia Saudita, que utiliza prioritariamente o porto de Jeddah, no Mar Vermelho, Emirados Árabes, Iraque, Kuwait e Catar dependem que as cargas entre em seus portos passando por Ormuz. Na prática, metade do frango brasileiro que chega ao Oriente Médio passa pela região ameaçada pelo Irã.

Por enquanto, as empresas estão avaliando os reais impactos que o conflito pode ter sobre os embarques brasileiros. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse em nota que “suas associadas estão mapeando e monitorando os pontos críticos à logística na área influenciada pelo conflito. Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região”.

Carne bovina

A indústria de carne bovina é uma das que mais pode sentir o impacto de um agravamento do conflito com o Irã. Um eventual fechamento do Estreito de Ormuz coloca em risco a venda de carne Halal, produzida e preparada segundo os princípios da lei islâmica e que depende da rota para escoar mais de 28 mil toneladas mensais do produto.

Segundo Frederico Favacho, sócio do escritório Santos Neto Advogados, a atual conjuntura coloca em risco a segurança jurídica dos contratos de exportação fechados pelas empresas brasileiras. “Os contratos não ficam imediatamente suspensos por conta de força maior ou outra condição, na medida em que os exportadores brasileiros possam ter outras rotas, como, por exemplo, o Mediterrâneo. Só que são rotas mais caras e mais complicadas”, afirma.

As exportações brasileiras de carne bovina para os países árabes fecharam 2025 com alta de 1,91% em relação ao ano anterior, somando US$ 1,79 bilhão, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que acompanha o comércio com as 22 nações da Liga dos Estados Árabes, abrangendo o Norte da África e o Oriente Médio. Com o resultado, o Brasil registrou o segundo recorde consecutivo de receitas com o bloco.

Por: AFP.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.