Disputas relacionadas ao tráfico de drogas e conflitos entre facções criminosas aparecem como a principal motivação das mortes violentas registradas no Acre em 2025, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).
De acordo com o levantamento, 39,15% das mortes violentas no estado estão ligadas a conflitos entre facções e drogas, tornando essa a principal causa identificada nos casos registrados ao longo do ano.
A segunda maior parcela corresponde a ocorrências ainda em apuração, que somam 23,28% dos casos, indicando que parte das investigações ainda está em andamento para esclarecer a motivação dos crimes.
Em seguida aparecem os casos classificados como motivações fúteis, torpes ou relacionadas ao consumo de álcool, que representam 17,46% das mortes violentas registradas no estado.
O levantamento também identifica feminicídios, que correspondem a 7,41% dos casos, além de ocorrências relacionadas a intervenção legal, com 4,23%, e latrocínios (roubo seguido de morte), que somam 3,17% das mortes violentas.
Outras motivações, como passionais ou rixas, aparecem com percentuais menores no levantamento.
Os dados fazem parte do sistema de monitoramento do Ministério Público acreano, que reúne informações da Polícia Civil e análises do Observatório de Análise Criminal do órgão para acompanhar o comportamento da violência letal no estado.
No painel, são consideradas Mortes Violentas Intencionais ocorrências como homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, indicadores utilizados para medir os níveis de violência e orientar políticas de segurança pública.

