Depois de sete meses de investigações, embates e expectativas, a CPMI do INSS chegou ao fim sem um desfecho concreto. Em uma sessão que atravessou a madrugada deste sábado (28), o relatório final foi rejeitado e a comissão terminou sem aprovar qualquer parecer oficial. As informações são do Metrópoles.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou seus trabalhos após uma maratona de mais de 16 horas de sessão. O relatório apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 votos a 12, impedindo a consolidação de um documento final da investigação.
Sem acordo, também não houve votação do relatório paralelo elaborado por parlamentares governistas. A proposta sequer foi levada à leitura, após decisão do presidente da comissão, senador Carlos Viana, o que intensificou o clima de tensão e troca de acusações entre os grupos.
A comissão investigava um esquema bilionário de fraudes envolvendo aposentadorias e pensões, com prejuízos estimados em mais de R$ 6 bilhões. O relatório rejeitado sugeria o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre empresários, lobistas e agentes públicos.
Do outro lado, o texto alternativo ampliava o alcance das investigações e incluía nomes do cenário político nacional, o que aprofundou o impasse dentro do colegiado.
Sem tempo para prorrogação dos trabalhos e após decisões judiciais que limitaram o andamento da comissão, a CPMI foi encerrada oficialmente sem um posicionamento final — um desfecho que evidencia o impasse político em torno de um dos maiores escândalos recentes envolvendo a Previdência.
Apesar do resultado inconclusivo, os documentos produzidos ao longo dos sete meses de apuração devem seguir para órgãos de controle e investigação, como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União.
Com informações do Metrópoles

