O ator Dado Dolabella anunciou nesta terça-feira (3) sua filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e foi apresentado como pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito em vídeo publicado nas redes sociais do presidente estadual da legenda, Washington Reis, mas o conteúdo foi apagado do Instagram.
Na gravação, Reis destacou o perfil do artista e afirmou que ele representará pautas ligadas à família na Câmara Federal. “Um ator de televisão, pai de família, um homem que tem compromissos com a família, com os princípios bons da sociedade. Agora nós vamos ter essa representação lá na Câmara Federal”, declarou o dirigente partidário, acrescentando que Dolabella teria “sangue político na veia desde criança”.
Ao lado do presidente do MDB, Dolabella agradeceu a oportunidade e defendeu a necessidade de “restabelecer o equilíbrio na família”. “Trazer de volta o equilíbrio pras crianças, pras mulheres, pros homens. A gente tá vendo muito desequilíbrio, muita coisa errada acontecendo e a gente precisa mudar essa história. Conte comigo pra gente restabelecer o equilíbrio na família”, afirmou.
Apesar da divulgação inicial, o vídeo foi excluído do Instagram de Washington Reis poucas horas depois da publicação. A gravação, no entanto, permaneceu disponível no perfil do político no Facebook. Nas redes sociais de Dolabella, não houve qualquer menção à filiação partidária ou à pré-candidatura.
A possível entrada de Dolabella na disputa eleitoral reacendeu debates nas redes sociais por causa do histórico judicial do artista. O ator acumula duas condenações por violência contra mulheres. Em 2008, a atriz Luana Piovani denunciou agressão e ele foi condenado. Em 2025, voltou a ser condenado por agredir uma ex-companheira, que também era sua prima.
Luana Piovani comentou publicamente a possível candidatura do ex-namorado. Em vídeos publicados nos stories do Instagram nesta quarta-feira (4), questionou a viabilidade da participação política do ator. “Gente, o país da piada pronta, né? Como é que pode uma pessoa que tem processo criminal se candidatar a um cargo público? Não poderia”, afirmou.

