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Economia do Acre cresce 327% em três décadas e supera média nacional, aponta estudo

A economia do Acre registrou crescimento real de 327,3% entre 1995 e 2025, desempenho superior à média brasileira no período e que coloca o estado entre os dez que mais expandiram suas economias nas últimas três décadas. Os dados são de um estudo sobre o Crescimento Econômico Real dos Estados do Brasil, divulgado na última segunda-feira (9) pela plataforma Brasil em Mapas, que analisou a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) das 27 unidades da federação ao longo de 30 anos.

De acordo com o levantamento, enquanto o PIB real brasileiro acumulou expansão de 222,2% no período, o crescimento acreano foi significativamente maior. No ranking nacional, o Acre aparece na 10ª colocação entre os estados que mais cresceram, refletindo o dinamismo econômico observado em parte da Região Norte nas últimas décadas.

O estudo foi elaborado com base em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central, corrigidos pela inflação por meio do deflator do PIB, metodologia que permite comparar a evolução econômica real dos estados ao longo do tempo.

Salto no tamanho da economia

Os dados mostram que a economia acreana ampliou significativamente sua escala desde meados da década de 1990. Em valores nominais, o PIB do estado saiu de R$ 1,237 bilhão em 1995 para R$ 31,155 bilhões em 2025, segundo as estimativas apresentadas no estudo.

Apesar da expansão expressiva, o peso da economia do Acre no cenário nacional ainda é limitado. Em 2025, o estado respondeu por 0,25% do PIB brasileiro, evidenciando a forte concentração econômica em estados de maior porte, especialmente no Sudeste.

Norte ganha protagonismo econômico

O levantamento aponta que o crescimento do Acre acompanha uma tendência mais ampla observada na Região Norte. De acordo com a pesquisa, a região registrou crescimento médio de 354% entre 1995 e 2025, ficando atrás apenas do Centro-Oeste, que liderou a expansão econômica no país com média de 408% no mesmo período.

Segundo os pesquisadores, esse avanço está ligado à expansão de novas fronteiras econômicas, à interiorização da produção e ao aumento da participação de atividades ligadas ao agronegócio, à exploração de recursos naturais e ao setor de serviços.

Mudanças no mapa econômico do país

O estudo também aponta que as últimas três décadas provocaram uma mudança significativa na dinâmica econômica brasileira. Estados historicamente mais industrializados passaram a crescer em ritmo mais moderado, enquanto regiões antes consideradas periféricas ganharam protagonismo econômico.

Entre os estados com maior expansão no período aparecem Mato Grosso (661%), Tocantins (593,8%) e Mato Grosso do Sul (486,4%), impulsionados principalmente pelo avanço do agronegócio. Na outra ponta, o Distrito Federal registrou o menor crescimento do país, com 126,9%.

Apesar dessas transformações, a concentração econômica ainda permanece elevada. Em 2025, São Paulo continuava sendo o principal polo econômico do Brasil, responsável por cerca de 31% de todo o PIB nacional.

Para os autores do estudo, os dados mostram que o Brasil avançou em crescimento econômico nas últimas décadas, mas ainda enfrenta o desafio de reduzir as desigualdades regionais e transformar a expansão econômica em desenvolvimento equilibrado entre os estados.

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