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El Niño já atua no Acre e deve intensificar calor, reduzir chuvas e provocar friagens a partir de abril

O cenário meteorológico para Rio Branco e todo o estado do Acre está prestes a sofrer uma alteração significativa. Em entrevista ao portal A gazeta, o coordenador da Defesa Civil Municipal, Coronel Cláudio Falcão, confirmou que o fenômeno El Niño já começou a atuar na região e deve se intensificar a partir do mês de abril.

Essa transição traz uma combinação de fatores climáticos que exigirão atenção da população e das autoridades: a redução drástica no volume de chuvas, o aumento expressivo das temperaturas e a possibilidade de frentes frias que trazem o fenômeno da friagem.

O El Niño se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, que já apresentam índices entre 2,5°C e 3°C acima do esperado. Esse aquecimento tem reflexo direto no clima local.

Segundo o Coronel Falcão, o fenômeno já se manifestou de forma sutil no final de março e “vai tomar conta a partir de abril”. A principal consequência será a diminuição significativa da quantidade de chuva e o predomínio de dias ensolarados, o que impulsionará as temperaturas para cima.

“Quando a gente fica sem chuva, o calor predomina. Hoje, por exemplo, a previsão é de 35°C”, ilustrou o coordenador, destacando que o calor intenso será uma preocupação central para a Defesa Civil.

Frente fria e a possibilidade de friagem

Apesar da previsão de um período predominantemente quente e seco, a mudança nos fenômenos climáticos também abre caminho para a chegada de massas de ar polar ao Norte do Brasil.

Questionado sobre a possibilidade de uma onda de frio em meados de abril, decorrente dessa transição, o Coronel Cláudio Falcão confirmou que o Acre pode, sim, registrar friagens.

“Sempre nessa mudança de fenômenos, mais cedo ou mais tarde acaba ocorrendo isso. E essa falta de umidade, que a frente fria tira do ar, já caracteriza o início de um cessamento de chuva. Isso pode ocorrer sim, embora a intensidade diminua à medida que a massa de ar sobe pelo Brasil continental”, explicou.

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