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Em sete dias, operação ambiental aplica mais de R$ 3 milhões em multas por desmatamento no Acre

Uma força-tarefa ambiental realizada no Acre aplicou mais de R$ 3,4 milhões em multas por desmatamento em apenas sete dias de operação. As ações também resultaram no embargo de 684,6 hectares de áreas degradadas e na apreensão de madeira extraída ilegalmente, reforçando o cenário de redução do desmatamento no estado, que já superou em 43% a meta estabelecida para 2025.

Os resultados fazem parte da Operação Amburana, iniciada em 23 de fevereiro para intensificar o combate ao desmatamento ilegal em áreas consideradas críticas.

Somente na primeira semana de atuação, as equipes fiscalizaram 94 alertas de desmatamento identificados por sistemas de monitoramento por satélite.

Durante as ações, foram embargados 684,665 hectares, apreendidos 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicadas multas que somam aproximadamente R$ 3,4 milhões.

A operação integra o Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SIMAMC) e reúne equipes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

A fiscalização ocorre a partir de alertas gerados por monitoramento via satélite, o que permite que as equipes atuem de forma mais rápida nas áreas onde há indícios de desmatamento.

Os resultados da operação ocorrem em um momento em que o Acre apresenta avanço no controle da devastação florestal. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) indicam que, no ano florestal de agosto de 2024 a julho de 2025, o estado registrou cerca de 320 km² de área desmatada.

O número ficou 252 km² abaixo da meta prevista, que era de aproximadamente 572 km², representando uma redução de 43% em relação ao limite estabelecido pelo Plano de Prevenção, Controle de Desmatamento e de Queimadas do Acre (PPCDQ). Segundo o chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental do Imac, Daniel Valle, a atuação integrada entre os órgãos tem fortalecido a resposta aos casos de desmatamento ilegal.

“Quando diferentes instituições trabalham de forma articulada, conseguimos ampliar a presença do Estado nas áreas críticas e dar resposta rápida aos alertas de desmatamento”, afirmou.

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