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Entenda como o Botafogo se arma para derrubar John Textor

Por Redação Juruá em Tempo.25 de março de 20263 Minutos de Leitura
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Além das tentativas de frear John Textor e suas operações obscuras no Botafogo, que drenaram 138 milhões de dólares para outras equipes, o clube associativo tem avançado na busca por um novo investidor para tirar o americano do comando da SAF na Justiça, segundo fontes informaram ao blog. O movimento jurídico já está sendo armado há meses, quando as primeiras manobras foram descobertas, e o banco BTG foi acionado para procurar um novo comprador.

A ideia da diretoria administrativa é tirar Textor já com esse novo investidor engatilhado. Mesmo com novos investidores, o Botafogo acredita que a recuperação judicial será um caminho inevitável para equacionar as dívidas. Até lá, segundo o blog apurou, a estratégia segue sendo o silêncio. Para não atrapalhar a entrada desse novo investidor, a condução da SAF na configuração atual do futebol e também o time do Botafogo. Outra preocupação é não confundir a torcida.

Batalha jurídica se aproxima

O tribunal arbitral da Fundação Getúlio Vargas já está sendo instaurado para apitar o destino da SAF. O objetivo do Botafogo é tirar Textor do comando da Eagle Football Holdings (EFH) para que a venda seja feita para novos investidores. Em outra ação, a Eagle requer o mesmo através da Ares, fundo de investimentos que avalizou a operação da empresa cujo americano é sócio majoritário no Lyon, da França. Hoje, textor não tem mais poder no clube francês.

Ano passado, a Justiça do Rio de Janeiro anulou as reuniões realizadas em 17 de julho que haviam mudado a composição da diretoria e do conselho da SAF Botafogo. As decisões, tomadas sob a presidência de Textor, foram consideradas irregulares pela 2ª Vara Empresarial da Capital. Na ocasião, juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima determinou que o empresário americano siga no comando da SAF até que o caso seja reavaliado pelo tribunal arbitral da Fundação Getulio Vargas.

No processo, a Eagle afirma que as reuniões de julho foram realizadas sem sua representação válida e em situação de conflito de interesses. Nessas reuniões, foram aprovadas medidas que incluíam a possibilidade de um aumento de capital de até R$ 650 milhões e um empréstimo de 100 milhões de euros — operações que, segundo a Eagle, poderiam diminuir sua participação na empresa e transferir ativos do Botafogo para companhias ligadas a Textor, o que acabou se comprovando.

Em janeiro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro proibiu John Textor de vender jogadores da SAF do Botafogo, atendendo a pedido do clube associativo, devido ao uso de recursos da SAF para quitar as dívidas do Lyon. A medida cautelar proíbe novos negócios sem autorização judicial. Textor tentou negociar o meia Danilo e o atacante Montoro, mas foi impedido. Mesmo sem poder negociar jogadores, Textor segue capaz de assinar compromissos financeiros, documentos, e receber recursos na SAF. Por isso, a guerra do clube social ainda não está declarada totalmente.

Por: O Globo.
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