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EUA querem ‘dividir a Europa’, diz chefe da diplomacia da UE

Por UOL. 13/03/2026 06:45
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Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, afirma que os EUA querem “dividir a Europa” e não “gostam da UE”. Ela falou ao Financial Times.

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O que aconteceu

Kallas disse que Washington tem sido explícito ao tentar enfraquecer a unidade europeia. Para ela, a postura dos EUA em relação ao bloco ficou mais clara após um período de turbulência nas relações transatlânticas.

A chefe da política externa da UE afirmou que o objetivo seria separar os países europeus. “O que eu acho que é importante para todo mundo entender é que os EUA têm sido muito claros que querem dividir a Europa. Eles não gostam da União Europeia”, disse Kallas ao Financial Times.

Ela defendeu que os países do bloco evitem negociações isoladas com Donald Trump. “Porque somos potências iguais quando estamos juntos”, afirmou ao Financial Times.

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Segundo o Financial Times, Kallas comparou a estratégia dos EUA a táticas usadas por adversários do bloco. Ela sustentou que a UE precisa agir de forma coordenada para responder ao governo americano.

Trump tem mirado a UE no segundo mandato, com tarifas e ameaças políticas. De acordo com o relato, o presidente impôs tarifas a países-membros e a outros parceiros e falou em anexar a Groenlândia, movimento que poderia afetar a Otan.

Tarifas e defesa no centro da disputa

O governo Trump abriu nesta semana investigações comerciais contra a UE e outros países. A apuração também inclui China, Índia, Japão, Coreia do Sul e México, sob a justificativa de práticas comerciais consideradas desleais.

O Financial Times relata que as investigações podem resultar em novas tarifas até o verão no Hemisfério Norte. Isso ocorreria após a Suprema Corte dos EUA derrubar, no mês passado, parte importante do programa tarifário de Trump.

Na área de defesa, Kallas disse que a Europa ainda depende de compras militares dos EUA. “Comprar dos EUA porque não temos os ativos, as possibilidades ou as capacidades de que precisamos”, afirmou ao Financial Times.

Ela também defendeu mais investimento europeu na própria indústria de defesa. A avaliação é que o bloco precisa ampliar capacidades para reduzir a dependência externa no médio prazo.

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