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Ex-prefeito é preso em flagrante por matar servidor que comprou sua casa em leilão

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante nesta terça-feira o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, suspeito de cometer homicídio contra o servidor público estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Ele se entregou na delegacia e alegou ter agido em legítima defesa, atirando contra dois homens que teriam invadido sua casa. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Segundo as investigações preliminares, no entanto, Mazzini foi ao imóvel em questão, acompanhado por um chaveiro, porque havia o arrematado em um leilão. Quando tentava abri-lo para tomar posse, o servidor foi surpreendido pela chegada do ex-prefeito, que foi alertado pelo sistema de segurança da residência sobre a presença dos dois homens.

“A empresa de monitoramento contratada por Alcides Bernal o informou que havia pessoas dentro do imóvel, tendo ele se dirigido ao local e se deparado com a vítima e com o chaveiro tentando abrir a porta. Logo em seguida, houve os disparos”, diz a polícia.

O caso está sendo investigado na Primeira Delegacia de Polícia de Campo Grande, e Bernal já foi transferido para um presídio militar estadual onde deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira. Dentro do carro da vítima foi encontrada uma ordem judicial determinando a retirada de Bernal do imóvel.

Em 2023, o ex-prefeito devia mais de R$ 88 mil de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) à prefeitura da capital. Em novembro de 2021, a prefeitura de Campo Grande entrou na Justiça para que a dívida fosse paga. O imóvel, avaliado em R$ 3,7 milhões, foi a leilão em 2025 por cerca de R$ 2 milhões, com dívida total já acima dos R$ 340 mil.

Bernal foi prefeito de Campo Grande entre 2013 e 2016, eleito pelo PP. Em 2014, no entanto, ele foi afastado do cargo por determinação da Câmara de Vereadores após irregularidades em contratos emergenciais. O vice-prefeito Gilmar Olarte (PP) assumiu, mas também foi cassado por suspeita de corrupção ativa e passiva na votação que cassou o mandato de Bernal. Ele foi reconduzido ao cargo em agosto de 2015.

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