Seu fone de ouvido pode estar mexendo nos seus hormônios.
Um estudo europeu analisou 81 modelos comprados em cinco países: República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Eslovênia e Áustria.
E encontrou substâncias como BPA e BPS na maioria deles – químicos usados para endurecer o plástico.
Para você ter uma ideia, em alguns casos, a concentração desses componentes chegou a ser 35 vezes o valor limite sugerido pela Agência Europeia de Químicos – que é de apenas 10 miligramas por quilo.
O problema? Esses compostos podem imitar o estrogênio no corpo e causar desequilíbrios hormonais.
E as consequências, segundo o estudo, poderiam ser desde a feminização de homens e puberdade precoce em meninas até o desenvolvimento de câncer.
Mas calma: a pesquisa afirma que não há risco imediato. O maior perigo seria a exposição contínua a essas substâncias ao longo do tempo, somando com outros produtos do dia a dia.
Ou seja: o fone sozinho não é o vilão – mas a exposição em excesso àqueles materiais pode ser.
Após a divulgação do estudo, os fabricantes dos fones analisados questionaram os métodos da pesquisa para chegar aos números apresentados.
E alguns disseram à imprensa que seus produtos estão, sim, de acordo com os requisitos legais de segurança da região.

