Durante a entrega da nova sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Rio Branco, nesta quarta-feira (18), o governador do Acre, Gladson Cameli, fez um discurso marcado por lembranças da pandemia de Covid-19 e reconhecimento ao trabalho dos profissionais da saúde no período mais crítico da crise sanitária.
Ao relembrar o início da gestão, Cameli destacou que não imaginava enfrentar um cenário tão desafiador logo no começo do mandato. “Ninguém me avisou lá em 2018 que eu ia pegar a maior pandemia da história. Ninguém me avisou”, afirmou.
O governador atribuiu à organização das contas públicas em 2019 a capacidade de resposta do estado diante da emergência sanitária em 2020. Segundo ele, o equilíbrio financeiro permitiu que o Acre adotasse medidas rápidas para conter os impactos da pandemia.
“Graças ao esforço de alinhar as contas, conseguimos enfrentar aquele momento. Era o ano em que começaríamos as grandes obras, mas chegou a pandemia. Mesmo assim, conseguimos fazer o que precisava ser feito”, declarou.
Cameli também ressaltou o empenho das equipes de saúde e de outros setores do governo, destacando o esforço coletivo para salvar vidas. “Foram momentos em que ninguém dormia. Cada um fazia o máximo de si. Eu sou grato de coração a todos os servidores da saúde. Isso eu levo para a vida”, disse.
Entre as ações citadas, o governador lembrou a criação de dois hospitais de campanha no estado — um em Rio Branco e outro em Cruzeiro do Sul — como estratégia para ampliar a capacidade de atendimento durante o pico da doença. Ele afirmou que a decisão de estruturar unidades próprias foi mais viável diante dos altos custos de locação temporária.
“Quando fui ver orçamento para três meses, era um valor absurdo. Então decidimos fazer nossas próprias estruturas, e isso fez a diferença”, pontuou.
Ao final, Cameli destacou que a experiência da pandemia deve servir como aprendizado coletivo. Ele relembrou as restrições impostas à população naquele período, como o isolamento social e a impossibilidade de contato entre familiares.
“Que isso sirva de exemplo. Teve uma época em que a gente não podia nem cumprimentar um familiar. Foi um momento muito difícil, mas que mostrou a importância de estarmos unidos”, concluiu.

