Em meio às articulações para as eleições estaduais, o governador do Acre, Gladson Camelí, afirmou que não considera o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, como adversário político e defendeu a manutenção de diálogo dentro do mesmo campo político.
A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira, 20, durante a reinauguração do Palácio Rio Branco, em meio a questionamentos sobre a movimentação partidária envolvendo aliados.
“Eu cuido da tranquilidade, até porque nós não somos adversários. Aí eu garanto a vocês que o PL, o PSDB e a União Progressista não é adversário”, declarou.
A fala ocorre após a filiação de Bocalom ao PSDB, movimento que contou com articulações de integrantes do próprio grupo político ligado a Camelí, segundo o prefeito de Rio Branco, incluindo nomes do Partido Liberal.
Estratégia mira segundo turno
O governador afirmou que trabalha com a possibilidade de segundo turno nas eleições e indicou que, nesse cenário, alianças dentro do mesmo campo político serão fundamentais.
“Eventualmente essa eleição, se você fizer as contas, os cientistas políticos mesmo reafirmam isso que eu falo, é uma eleição que possivelmente terá segundo turno. E eu vou precisar do apoio do Bocalom, porque a maioria já vai pro segundo turno”, disse.
Segundo Camelí, a estratégia busca evitar erros de eleições anteriores, quando a divisão de candidaturas prejudicou alianças e o desempenho eleitoral.
“Nós não podemos cometer erros já vistos no passado de sair só um grupo fechado e aquela terceira candidatura faltava pra poder dividir votos”, afirmou.
Apoio definido no primeiro turno
Apesar da sinalização de diálogo, o governador reforçou que sua prioridade neste momento é a pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis.
“A minha candidata é a Mailza. No segundo turno, se a Mailza não for, o nosso candidato vai ser ele”, declarou, ao mencionar a possibilidade de apoio a Bocalom em um eventual segundo turno.
Camelí também afirmou que já tratou diretamente com o prefeito sobre o posicionamento político adotado. “Eu disse pro Bocalom: ele não é meu adversário, eu não sou o adversário dele. É nessa estratégia que nós vamos adotar”, concluiu.

