O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 18, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma proposta aos governos estaduais sobre o ICMS que incide sobre os combustíveis, em meio às pressões sobre os preços geradas pela guerra no Oriente Médio e à possibilidade de uma greve dos caminhoneiros em reação à alta do diesel.
Haddad disse que a proposta será feita em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão colegiado presidido pelo titular da Fazenda e composto pelos secretários da Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.
“Tem reunião hoje com o Confaz, nós vamos fazer uma proposta para eles. Desenhamos uma proposta e vamos apresentá-la, mas eu não vou antecipar para não ser deselegante com os secretários que estão reunidos para essa finalidade”, disse ele a jornalistas ao chegar ao Ministério da Fazenda nesta manhã.
Haddad disse que a proposta a ser levada será diferente da feita pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro que, segundo o ministro, deu “calote” nos governadores.
Perguntado se deixará o comando da Fazenda na próxima sexta, Haddad respondeu: “Isso”.
Na semana passada, fontes disseram à Reuters que a candidatura de Haddad ao governo de São Paulo será anunciada na quinta-feira durante visita de Lula à capital paulista e que a exoneração de Haddad do ministério deverá ser publicada em edição extra do Diário Oficial no final da tarde da sexta-feira. No mesmo dia, o ministro deve dar uma entrevista no escritório da Fazenda em São Paulo para marcar sua despedida do cargo.

