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Governo Federal eleva preços mínimos do café e mantém trigo estável

Por Redação Juruá em Tempo.27 de março de 20263 Minutos de Leitura
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O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou a Portaria nº 895, de 25 de março de 2026, estabelecendo os preços mínimos para produtos estratégicos da safra 2026/2027. A medida contempla café, laranja, sisal, trigo em grãos e sementes de trigo, com vigência que varia entre abril de 2026 e junho de 2027, conforme o produto. Os valores foram definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e integram a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que funciona como um mecanismo de proteção ao produtor rural, assegurando um piso de remuneração diante de oscilações de mercado.

O café foi o principal destaque da nova tabela, com reajustes expressivos. O café arábica passou de R$ 662,04 para R$ 792,53 por saca de 60 quilos, registrando alta de 19,71%. Já o café conilon teve aumento de 11,66%, saindo de R$ 498,79 para R$ 556,97 por saca. A valorização acompanha o cenário de mercado aquecido e custos mais elevados de produção, reforçando a importância da cultura para o agronegócio brasileiro.

No caso da laranja in natura, o reajuste foi mais moderado. Para a maior parte do país, exceto o Rio Grande do Sul, o preço mínimo passou de R$ 28,44 para R$ 28,76 por caixa de 40,8 quilos, uma variação de 1,13%. Já no território gaúcho, o aumento foi mais significativo, com o valor saltando de R$ 25,19 para R$ 28,76, alta de 14,17%, igualando os preços ao restante do país.

O sisal também apresentou elevação nos preços mínimos. O tipo bruto desfibrado subiu de R$ 4,09 para R$ 4,37 por quilo, enquanto o sisal beneficiado passou de R$ 4,72 para R$ 5,04 por quilo, com variações próximas de 7%. A produção dessa cultura está concentrada principalmente na região Nordeste, com destaque para estados como Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Por outro lado, o trigo teve os preços mínimos mantidos sem alteração em relação à safra anterior. Os valores permaneceram estáveis em todas as categorias — básico, doméstico, pão e melhorador — e nas principais regiões produtoras, como Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Bahia. A mesma estabilidade foi observada para as sementes de trigo, cujo preço mínimo permaneceu em R$ 3,22 por quilo.

Os preços mínimos são um dos principais instrumentos da política agrícola brasileira e funcionam como uma espécie de garantia de renda ao produtor. Quando o valor de mercado fica abaixo do mínimo estabelecido, o governo pode intervir por meio de mecanismos como aquisição direta da produção, contratos de opção e subvenções, evitando prejuízos e dando maior previsibilidade ao setor.

Embora culturas como trigo e sisal não tenham forte presença no Acre, a definição dos preços mínimos influencia o mercado nacional como um todo, podendo gerar impactos indiretos na região Norte, especialmente na formação de preços de alimentos, nos custos de produção e na dinâmica de abastecimento.

De forma geral, a nova tabela indica um cenário de valorização para culturas com mercado aquecido, como o café, ajustes pontuais para produtos como laranja e sisal, e estabilidade para itens estratégicos como o trigo. O objetivo é equilibrar a renda do produtor com a necessidade de manter a previsibilidade e o funcionamento do mercado agrícola na safra 2026/2027.

Por: redação.
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