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Idoso que saiu para comprar refrigerante segue desaparecido após 2 meses no Acre: ‘Angústia’

Há exatos dois meses, em 18 de janeiro, o aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, desapareceu após sair de casa para comprar um refrigerante para o almoço da família no bairro Alto Alegre, em Rio Branco e não foi mais visto. Desde então, a família vive momentos de tensão e angústia em busca de notícias sobre o paradeiro dele.

A neta do aposentado, Tauane Vilchez, afirmou nesta quarta-feira (18) que a família chegou a fazer buscas por conta própria. A última imagem que eles têm do aposentado é de uma câmera de segurança de um estabelecimento do Ramal do Mutum.

“Fizemos buscas por quase um mês inteiro pela cidade, distribuindo cartazes. Quando recebíamos pistas, íamos até o local. Nós também fizemos buscas de uma semana no Ramal do Mutum, atrás dele e nada”, detalhou.


Nas imagens anteriores ao desaparecimento, Pedro aparece caminhando pela estrada com a roupa que saiu de casa para comprar o refrigerante no dia 18 de janeiro: calça jeans, blusa e chapéu brancos.

Tauane também contou que não há nenhuma nova pista sobre seu avó e que o paradeiro do idoso ainda é desconhecido. Segundo ela, as informações que a família chegou a receber sobre ele não eram verídicas.

“Recebíamos ligações de pessoas que viam idosos parecidos com ele. Uma angústia”, disse.

Após a notificação do desaparecimento do aposentado, equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas pelo idoso no dia 20 de janeiro e os trabalhos se concentraram, principalmente, nos ramais do Mutum e Plácido, região onde Pedro foi visto pela última vez. Após as buscas iniciais dos bombeiros, o caso mobilizou as forças de segurança. Pedro tem problemas cardíacos e de audição.

O idoso mora em Boca do Acre, no Amazonas, mas veio para Rio Branco há mais de quatro meses para tratamento de saúde. Contudo, segundo a família, ele já havia morado na capital anteriormente, conhecia a região e não tinha como se perder.

Desaparecimento

A polícia acredita que o idoso se perdeu e que, por isso, não soube como retornar para casa. Foram feitas oitivas e, como não há indícios de crime, o trabalho é focado em obter informações para localizá-lo. Portanto, as oitivas geralmente são informais.

O delegado Pedro Paulo Buzolin, coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), disse à Rede Amazônica Acre no dia 28 de janeiro que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando.

O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que todos os equipamentos e esforços foram aplicados às buscas, incluindo cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), aeronave utilizada em operações de monitoramento de áreas sensíveis e ações estratégicas de inteligência da Sejusp.

Sem novas pistas, os bombeiros suspenderam as buscas nos ramais e estradas. No dia 4 de fevereiro, bombeiros voltaram à região do Ramal do Mutum para uma nova varredura a pedido da polícia, mas não acharam pistas.

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