Em fevereiro, a inadimplência no segmento de recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto desde agosto de 2017. Em 12 meses, o indicador subiu 1,0 ponto percentual.
O BC afirmou qu o aumento reflete tanto um crescimento real na inadimplência quanto o impacto de novas regras contábeis introduzidas em janeiro do ano passado, que respondem por cerca de metade do salto.
Já as concessões de empréstimos no Brasil caíram 6,5% em fevereiro na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta segunda-feira, 30, com o estoque total de crédito avançando 0,4% no período, a R$7,146 trilhões.
No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de 6,8% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve recuo de 2,7% no período.
Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 48,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Nos recursos direcionados, houve recuo de 0,1 ponto no mês, a 11,4%.
O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, aumentou para 35,3 pontos percentuais nos recursos livres, contra 34,3 pontos no mês anterior.
O BC iniciou um ciclo de afrouxamento monetário em março com um corte de 25 pontos-base na taxa básica Selic, levando-a para 14,75%.

