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Indígena picado por jararaca é resgatado de aldeia na divisa entre Acre e Amazonas

Fernando Dionísio da Silva, de 44 anos, foi resgatado na tarde deste sábado, 28, após ser vítima de picada de jararaca na Aldeia Nane Matxi, no município de Atalaia do Norte, em área de selva fechada na divisa entre Acre e Amazonas. O indígena já apresentava necrose quando as equipes chegaram ao local.

A picada ocorreu no dia 23 de fevereiro de 2026. Segundo as informações repassadas, ele foi atacado duas vezes e não tinha condições de se locomover, o que levou ao pedido de socorro.

A aeronave saiu da base de Cruzeiro do Sul às 10h30. Como não havia área adequada para pouso devido à mata densa, os moradores da aldeia, orientados pela equipe aérea, abriram uma clareira para permitir a aterrissagem do helicóptero e viabilizar o resgate.

Após a chegada das equipes, o paciente foi estabilizado ainda no local e embarcado na aeronave. Em seguida, foi encaminhado ao Hospital Regional, onde deu continuidade ao atendimento médico especializado, após transporte em ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A médica do Samu, Raquel Gabriela Washing, destacou que a ocorrência exigia rapidez e suporte avançado imediato.

“Neste resgate, atendemos um paciente indígena em uma aldeia distante, vítima de picada de jararaca, uma situação que exige rapidez e suporte avançado imediato. Graças a esse avanço conseguimos chegar com segurança, estabilizar o paciente ainda no local e realizar o transporte adequado para continuidade ao tratamento. Hoje temos estrutura, preparo técnico e protocolos que nos permitem oferecer atendimentos de qualidade mesmo em áreas de difícil acesso”, afirmou.

O comandante do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) no Juruá, Sérgio Albuquerque, explicou que a ausência de área para pouso foi um dos principais desafios da missão. “O resgate foi um pouco difícil, tendo em vista que não havia local para pouso, é mata fechada e ao pedirem socorro a nós e ao Samu, orientamos que eles fizessem uma clareira para que o helicóptero pudesse pousar”, relatou.

Ele também destacou a colaboração dos moradores da aldeia na abertura da clareira e informou que os primeiros atendimentos foram realizados ainda no local antes do retorno à base.

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