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Irã promete vingar a morte de Larijani e ataca Israel

O Oriente Médio vive mais um dia de conflito nesta quarta-feira (18/03). Em resposta direta ao assassinato de seu chefe de Segurança, Ali Larijani, o regime iraniano disparou uma salva de mísseis contra Israel, resultando em duas mortes confirmadas nos arredores de Tel Aviv. A ofensiva ocorre em um cenário de terra arrasada iniciado em 28 de fevereiro, após a eliminação do Aiatolá Ali Khamenei, e coloca as potências globais diante de um conflito que já sufoca a economia mundial com o petróleo orbitando os 100 dólares.

Os eixos da escalada no Oriente Médio

A fúria de Teerã e o isolacionismo de Trump

A Guarda Revolucionária confirmou que os ataques de hoje visam vingar o “sangue do mártir” Larijani. Enquanto mísseis cortam o céu, a retórica em Washington endurece. O presidente Donald Trump, em sua plataforma Truth Social, atacou aliados que hesitam em escoltar petroleiros, reafirmando um isolacionismo beligerante: “Não precisamos da ajuda de ninguém”.

Internamente, a Casa Branca enfrenta fissuras: Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, renunciou por não apoiar a guerra. A resposta de Trump foi curta e ácida, classificando o ex-assessor como “fraco na segurança”.

Israel e a doutrina da “neutralização”

O governo de Benjamin Netanyahu não dá sinais de recuo. O porta-voz militar Effie Defrin foi enfático ao declarar que o objetivo é “rastrear e neutralizar” Mojtaba Khamenei. A estratégia israelense foca em decapitar a estrutura de comando da República Islâmica, ignorando as críticas da Turquia, que classifica as execuções políticas como atividades ilegais fora das leis de guerra.

O drama humanitário no Líbano

Enquanto as potências medem forças, o custo humano explode no Líbano. Desde que o Hezbollah entrou no conflito para vingar o Aiatolá Khamenei, o país tornou-se um cemitério a céu aberto, com mais de 900 mortos e um milhão de deslocados. Em cidades como Sidon, a estrutura de acolhimento colapsou, forçando famílias a buscarem abrigo em carros e escolas superlotadas. O cenário é de uma catástrofe que, como advertiu o chanceler iraniano Abbas Araghchi, “está apenas começando e afetará a todos”.

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