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Jovem paraense com doença rara passa em três universidades públicas após fazer Enem no hospital

Por Redação Juruá em Tempo.4 de março de 20264 Minutos de Leitura
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Um jovem paraense diagnosticado com uma doença rara e grave aguarda ansioso o início dos estudos após ser aprovado em medicina em três universidades públicas. O estudante teve que enfrentar os sintomas da doença e recorrer à Justiça para realizar o Enem no hospital e, assim, conquistar a aprovação em medicina.

Ítalo Cantanhede Rodrigues, de 17 anos, foi diagnosticado com anemia aplásica medular severa, uma doença em que a medula óssea para de produzir células sanguíneas responsáveis pela manutenção do corpo.

O pai do jovem, Wagner Cantanhede, diz que, sem tratamento, a condição pode ser fatal, pois o paciente fica vulnerável a infecções graves, hemorragias e anemia profunda.

Ítalo estudava no Colégio Militar de Belém quando, em maio de 2025, descobriu a doença. A família buscou tratamento em um hospital em São Paulo e, durante o período de internação, o estudante entrou na Justiça para garantir o direito de fazer o Enem no hospital.

Segundo o pai, foi um período de medo, incertezas e muitas internações, mas que não foram maiores do que a força do jovem paraense em passar no vestibular de medicina.

Ítalo Cantanhede Rodrigues foi aprovado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).

A instituição escolhida foi a Uepa, e o ingresso na turma de medicina está previsto para o segundo semestre de 2026.

“Do lado do paciente, eu consegui aprender muitas coisas sobre como agir nessa profissão e como eu quero ser. Vou me dedicar, tentar fazer o melhor possível para poder tratar de outras pessoas que sofreram e que estão numa situação semelhante à minha”, diz Ítalo.

De acordo com o pai, o tratamento indicado foi um transplante de medula óssea (TMO). Para a sorte da família, a irmã mais nova era uma doadora 100% compatível.

Wagner Cantanhede conta que Ítalo passou por sessões de quimioterapia para o transplante, enfrentou períodos de isolamento e outras complicações infecciosas.

“Um dos principais desafios dessa trajetória foi a questão da adaptação: a vida no hospital, pouco contato com amigos e familiares, uma rotina de estudos bem certa e muita preocupação com a minha saúde e com o meu futuro”, afirma o jovem.
Wagner diz que, após o transplante, a imunidade do filho ficou extremamente baixa, o que exigiu isolamento e cuidados intensivos. O jovem ainda teve que lidar com infecções oportunistas, comuns em pacientes com sistema imunológico enfraquecido.

Vestibular para medicina

O pai conta que, durante o tratamento em São Paulo, foram meses de luta física e emocional, mas também de fé e união familiar.

“Mesmo em tempos difíceis, eu conseguia estudar quando podia. […] Deus continuou nos dando força, renovando a nossa fé a cada dia, e isso me deu esperança para continuar seguindo meus sonhos, o sonho da medicina”, diz Ítalo.

Wagner Cantanhede diz que o filho não abriu mão de fazer o Enem mesmo com a imunidade extremamente baixa após o transplante de medula óssea.

Como não tinha condições de realizar a prova no local originalmente designado, a família precisou entrar na Justiça para que o jovem pudesse fazer o Enem em São Paulo, dentro do hospital, seguindo todos os protocolos médicos.

A decisão favorável da Justiça permitiu que ele realizasse a prova em segurança, no hospital. Como recompensa do esforço, o jovem foi aprovado em três universidades.

“A conquista foi celebrada como um símbolo de resistência, fé e perseverança. Para nós, a aprovação não é apenas acadêmica, é a prova de que a doença não definiu o futuro dele”, diz o pai.
Para Ítalo, todo esse processo foi uma bênção de Deus: “Essa doença, apesar de ser rara e grave, nos ensinou muita coisa: valorizar a vida, a família, os amigos”.

O jovem diz que vai continuar o tratamento e que quer voltar para Belém para rever amigos e família, e continuar estudando na universidade escolhida.

Por: g1.
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