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Acre

Justiça manda soltar dois jogadores do Vasco-AC acusados de estupro coletivo

Por A Gazeta do Acre. 10/03/2026 15:35
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Em uma reviravolta no caso que envolve atletas da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC), o juiz da Vara de Garantias determinou, na manhã desta terça-feira, 10, a revogação da prisão temporária dos jogadores Alex Pires Júnior, conhecido como “Lekinho” e Mateus Silva, conhecido como “Manga”. A informação foi confirmada ao portal A GAZETA pelo advogado de defesa de Alex Pires, Robson Aguiar.

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O fundamento central da decisão judicial foi o teor do documento elaborado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), sob responsabilidade da delegada Elenice Carvalho. No relatório, a autoridade policial concluiu pelo não indiciamento de Alex Pires, afirmando não ter encontrado qualquer indício de autoria ou materialidade que o vinculasse ao crime de estupro.

Com ao exclusividade ao portal A GAZETA, o advogado Robson Aguiar destacou que a decisão do magistrado seguiu rigorosamente o entendimento da Polícia Civil.

“O juiz seguiu o teor do relatório final da Deam, que não indiciou o Alex. A investigação não viu nenhuma fagulha ou indício de autoria do crime de estupro”, afirmou o defensor.

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A defesa já havia sustentado anteriormente que a relação de seu cliente com uma das jovens presentes no alojamento foi totalmente consensual, fato que teria sido corroborado pelos depoimentos colhidos durante a fase de inquérito.

Com a decisão favorável, os alvarás de soltura já estão sendo confeccionados para serem encaminhados à unidade prisional onde os atletas estão custodiados. A expectativa é que Alex Pires e Mateus Silva deixem o sistema prisional ainda no período da tarde.

Relembre o caso

O crime teria ocorrido na madrugada de 13 de fevereiro, no alojamento da Associação Desportiva Vasco da Gama, em Rio Branco. Segundo a denúncia apresentada à Polícia Civil, duas mulheres foram ao local para um encontro que, inicialmente, seria consensual. No entanto, uma das jovens relatou ter sido submetida a atos sexuais sem consentimento por parte de quatro atletas, configurando o crime de estupro coletivo.

Os jogadores Erick Serpa, Matheus Silva, Brian Peixoto e Alex Pires foram presos preventivamente após o registro da ocorrência. O caso gerou forte repercussão no estado, especialmente após o clube manifestar apoio aos atletas durante partidas oficiais e anunciar a contratação do goleiro Bruno, o que intensificou os debates sobre a postura da instituição diante de acusações de violência contra a mulher.

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