Ícone do site O Juruá Em Tempo

Lesão de Rodrygo abre espaço no ataque da seleção brasileira; veja opções

A confirmação da lesão de Rodrygo na última terça-feira, 3, impõe um desafio imediato ao planejamento de Carlo Ancelotti para os próximos compromissos da Seleção Brasileira e, fundamentalmente, para a Copa do Mundo de 2026. O atacante de 25 anos foi diagnosticado com uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco lateral do joelho direito. Devido ao longo tempo de recuperação estimado, o jogador está oficialmente fora do Mundial.

Rodrygo era considerado peça-chave no esquema tático de Ancelotti. Velho conhecido do treinador desde os tempos de Real Madrid, o “Raio” tornou-se titular absoluto e pilar técnico da Seleção sob o comando do italiano. Sua ausência, a poucos meses do início do torneio na América do Norte, força a comissão técnica a buscar um substituto à altura, promovendo uma grande disputa entre os candidatos que ainda não estavam garantidos na lista final.

Para o Mundial de 2026, a expectativa é de uma lista com 26 convocados (seguindo a tendência da FIFA). Historicamente, o sistema defensivo ocupa cerca de 11 vagas, restando 15 postos para o meio-campo e o ataque.

Embora ninguém esteja absolutamente confirmado, alguns nomes possuem a confiança irrestrita de Ancelotti devido à regularidade nas convocações: Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Andrey Santos, Vini Jr., Raphinha, Estêvão, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique.

Com a saída de Rodrygo, e a presença quase garantida de ao menos 21 nomes, sobram 5 vagas, que devem ficar com jogadores do sistema ofensiv. Confira as principais opções:

No ataque da seleção

No ataque, a disputa pode ser intensa. É possível que grande parte das vagas que faltam sejam preenchidas por atacantes, visto que, o momento atual é favorável para os jogadores avançados do Brasil. Mas quem está nessa corrida?

Com Vini Jr., Raphinha, Estevão, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique com um pé na Copa do Mundo, os atacantes que vivem grande momento jogam essencialmente na Europa. Veja:

Outra possibilidade é Carlo Ancelotti optar pela convocação de jogadores jogadores que atuam no Brasil. Neste setor do campo, Ancelotti monitora nomes como Vitor Roque (Palmeiras), Kaio Jorge (Cruzeiro) e Pedro (Flamengo).

Dilemas no meio-campo

Diferente do ataque, as opções de criação e contenção que encantem o treinador italiano parecem mais escassas. Além do núcleo duro (Casemiro, Bruno Guimarães, etc.), outros nomes como André e João Gomes (Wolverhampton)Joelinton (Newcastle) e Douglas Luiz (Juventus) lutam para provar que podem encaixar no modelo de jogo de Ancelotti.

Quem parece estar na frente nessa corrida é o volante Fabinho, que atua no Al-Ittihad. Aos 32 anos, ele é tido como um dos únicos que desempenha em nível e função semelhante a Casemiro, titular incontestável de Ancelotti. Presente na última lista do treinador depois de um longo tempo afastado da seleção, Fabinho pode confirmar sua presença na Copa nas próximas convocações.

Uma surpresa pode vir do Palmeiras: Andreas Pereira. Desde sua chegada ao clube paulista em meados de 2025, o belgo-brasileiro tem dominado o setor criativo e, pela escassez de meias com sua característica de transição, surge como um forte candidato para as vagas restantes.

A incógnita Neymar

A grande interrogação para a torcida e para a comissão técnica atende pelo nome de Neymar. Aos 34 anos e defendendo o Santos, o craque encara 2026 como a última oportunidade de conquistar o mundo.

Ancelotti tem sido pragmático: a convocação depende 100% das condições físicas. O histórico recente, porém, preocupa. Após a grave lesão de 2023 e uma artroscopia no fim de 2025, Neymar teve um início de 2026 discreto, com falhas na eliminação do Santos no Paulistão.

Contudo, o último lampejo reacendeu a esperança: na estreia do Brasileirão, Neymar marcou dois gols (incluindo uma pintura de cobertura) na vitória contra o Vasco, mostrando que, se o corpo obedecer, a técnica pode se sobressair.

Sair da versão mobile