Uma operação de patrulhamento tático do 1° Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) resultou, na última terça-feira (17), na apreensão de R$ 1.15 milhão em dinheiro vivo. Entre os envolvidos na ocorrência está o major Douglas Araújo Moura, pertencente aos quadros da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM). Além do montante milionário, a polícia apreendeu celulares, cheques em branco e cadernetas com anotações de movimentações financeiras.

A ação teve início no bairro Campos Elíseos, na capital paulista, após uma denúncia anônima sobre o transporte de grandes quantias de origem ilícita. A cronologia da abordagem ocorreu em duas etapas. Na primeira abordagem, Tiago Viana Melo foi detido carregando R$ 400 mil em uma mochila. Ele afirmou que o valor seria usado para comprar mercadorias para sua empresa em Manaus, mas não comprovou a origem legal. Já a segunda, ocorreu na Avenida Angélica, centro da capital paulista, onde os policiais interceptaram um veículo VW Virtus. Nele estavam o major Douglas Araújo Moura e Dalton de Lima Carvalho. No interior do carro, foi encontrada outra mochila com R$ 750 mil.
Além do montante milionário, a polícia apreendeu celulares, cheques em branco e cadernetas com anotações de movimentações financeiras.
De acordo com o relatório policial, os suspeitos apresentaram versões contraditórias sobre a procedência do dinheiro. Tiago Viana Melo chegou a declarar que outro indivíduo estaria realizando saques simultâneos em diferentes agências bancárias sob escolta de segurança.
Diante da falta de comprovação técnica da origem do numerário, todos os envolvidos foram conduzidos à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), na Lapa. Um inquérito foi instaurado para apurar o crime de lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98).
O major Douglas Araújo Moura ingressou na Polícia Militar do Amazonas em novembro de 2011 e, atualmente, está lotado em Manaus. Dados do Portal da Transparência indicam que seu rendimento mensal bruto em fevereiro deste ano foi de R$ 35,8 mil.
Em nota a Polícia Militar de São Paulo, afirmou que a ação foi baseada em “fundada suspeita” e seguiu rigorosamente os princípios de legalidade e preservação da ordem pública.
A Polícia Militar do Amazonas, não se pronunciou oficialmente sobre a participação do major no caso ou sobre a abertura de procedimentos disciplinares internos.