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Ônibus são incendiados e usados como barricadas após morte de traficante

Uma onda de violência marcou a região central do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (18), com ônibus incendiados, veículos sequestrados e vias bloqueadas durante uma operação policial em comunidades da área.

Os ataques ocorreram após a morte de Claudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló”, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres. A ação policial se concentrou em comunidades como Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos.

Um dos principais pontos de tensão foi a Avenida Paulo de Frontin, no bairro Rio Comprido, onde um ônibus foi incendiado e outros veículos foram atravessados na pista para impedir a circulação.

Segundo a entidade Rio Ônibus, ao menos cinco coletivos tiveram as chaves retiradas e foram usados como barricadas, o que provocou mudanças no trajeto de diversas linhas. Entre os veículos atingidos estão ônibus das linhas 410, 202 e 111.

O Centro de Operações e Resiliência informou que ruas importantes nos bairros Catumbi e Rio Comprido foram interditadas. Há registros de objetos em chamas espalhados pelas vias, dificultando o tráfego na região.

A operação mobiliza mais de 150 policiais militares, com apoio de viaturas, blindados e equipes do 5º BPM. De acordo com a corporação, a ação é baseada em informações de inteligência.

Moradores relataram que os confrontos começaram por volta das 5h. A violência impactou serviços públicos, com a suspensão de aulas em sete escolas municipais e interrupção das atividades em uma unidade de saúde, enquanto outras funcionam com restrições.

Claudio Augusto dos Santos tinha antecedentes criminais desde a década de 1990, incluindo acusações por tráfico de drogas, homicídios e outros crimes. Investigações também o apontam como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016.

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