A 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco sentenciou o delegado da Polícia Civil e atual presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Marcos Frank Costa e Silva, a 6 anos e 9 meses de prisão, além de multa. A decisão, publicada na última quarta-feira (11), também determina a perda definitiva do cargo de delegado, sob a justificativa de que sua conduta é incompatível com a função policial.
O caso remonta à noite de 24 de fevereiro de 2024, quando a empresária Adriana da Silva Costa teve seu veículo, um Chevrolet Onix branco, alvejado por cinco disparos no bairro Floresta Sul, em Rio Branco. Quatro tiros atingiram a porta do motorista e um a traseira, levantando a suspeita de que os disparos foram direcionados à posição do condutor. Testemunhas relataram que uma caminhonete branca passou pela rua no momento dos disparos, semelhante ao veículo utilizado por Marcos Frank.
A investigação foi conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil, após indícios de envolvimento de um agente da corporação. A pistola do delegado foi apreendida e submetida a perícia, e embora o exame inicial não tenha confirmado ligação direta entre os projéteis e a arma, uma análise posterior revelou adulteração no raiamento do cano, caracterizando crime previsto no Estatuto do Desarmamento.
Portanto, na sentença, o juiz destacou que os elementos reunidos — depoimentos, perícias e imagens de câmeras de segurança — formaram um conjunto robusto de provas, suficiente para responsabilizar o acusado tanto pelos disparos quanto pela adulteração da arma.

